2.8.05
19.7.05
Hj tem celular que acessa internet, ipod que baixa noticia e mais um tanto de gadget pra deixar vc conectado com a mesma noticia que toca na rádio, que passa na televisão e que vc já ouviu todo mundo do trabalho comentar.
Vá ler jornalismo de verdade...
Pif Paf - 40 anos depois.
Millor Fernandes
Editora argumento
Vá ler jornalismo de verdade...
Pif Paf - 40 anos depois.
Millor Fernandes
Editora argumento
12.7.05
A parede
Um dia o cara parou na frente de um quadro e começou a rir. O pintor, achando aquilo tudo muito estranho, se aproximou e perguntou: por que o senhor ri tanto? Olha, a mulher está verde. Mas meu senhor isso é um quadro, não é uma mulher.
Por que a parede de uma casa tem que ser branca? Ou azul? Ou verde? Ou de uma cor só numa chatice sem fim?
Vai parede, me chama para dançar. Me diz algo bonito. Invade o teto e flerta com a luminária, com o quadro, com a cortina. A parede é a única que não tem libido.
Eu quero essa parede imóvel. Imóvel e companheira. Para eu olhar para ela todos os dias. Nos bons e nos ruins.
O que vai ter na minha parede? Não sei…é a parede quem escolhe. A vida é dela.
A minha parede vai ser minha se ela me aceitar. Ela vai dizer algo de mim se ela quiser. Ela vai ser simples ou complicada se ela quiser. Ela só não vai ser livre porque ela não quer.
Um dia o cara parou na frente de um quadro e começou a rir. O pintor, achando aquilo tudo muito estranho, se aproximou e perguntou: por que o senhor ri tanto? Olha, a mulher está verde. Mas meu senhor isso é um quadro, não é uma mulher.
Por que a parede de uma casa tem que ser branca? Ou azul? Ou verde? Ou de uma cor só numa chatice sem fim?
Vai parede, me chama para dançar. Me diz algo bonito. Invade o teto e flerta com a luminária, com o quadro, com a cortina. A parede é a única que não tem libido.
Eu quero essa parede imóvel. Imóvel e companheira. Para eu olhar para ela todos os dias. Nos bons e nos ruins.
O que vai ter na minha parede? Não sei…é a parede quem escolhe. A vida é dela.
A minha parede vai ser minha se ela me aceitar. Ela vai dizer algo de mim se ela quiser. Ela vai ser simples ou complicada se ela quiser. Ela só não vai ser livre porque ela não quer.
8.7.05
Eu vi Flashdance. Melhor, eu revi. Antes eu achava brega. Agora eu continuo achando brega, mas é muito bom. Não que eu esteja gostando do brega, mas a fotografia é muito boa. O lance de filmar na contraluz, de usar fundo infinito nas cenas de dança, os skylines da cidade. Tudo muito bem pensado e executado. E o aquecimento antes da dança? Cena estourada das partes do corpo, só a luz direta entrando pela janela. Muito bem feito. Vale a pena dar uma olhada no trabalho do diretor: Adrian Lyne.
28.6.05
23.6.05
29.5.05
19.5.05
11.5.05
O melhor de Benjamim, de Monique Gardenberg, são as cores. As cenas tem muitos objetos brancos e a luz sempre estoura. O interessante é que o branco não fica espacial, não dá aquela sensação de coisa extra-terrena, tipo AI. O branco não cria aura. Bom também quando ela usa as cores para representar o passado, tudo saturado ao invés de lavado. Conta muito quem apresenta um personagem com presente lavado e passado saturado.
4.4.05
18.3.05
Eu fui ver Madame Brouette, um filme senegalês do diretor Moussa Seme Abssa. E também pensei como vcs agora ao lerem o título do filme: não sabia o que esperar. Porque para nós tudo que vem da África parece longinquo. Mas o que vi foi um filme bem brasileiro, que fala de comunidades pobres, de violência familiar, de pobres que usam da malandragem para sobreviver. De mulheres fortes que lutam para se sustentar. Se eu não tivesse falado o nome do filme, a sinopse aí poderia ser do Central do Brasil, do Cidade de Deus, do Rio 40 graus, do Assalto ao trem pagador...mas não é, é de um filme senegalês. E a gente continua a virar as costas para eles. Até o diretor reclamou, disse que teve que pegar um vôo para Paris antes de vir para cá...
8.3.05
7.3.05
1.3.05
Pés
Passo aqui, passo acolá. Mais um passo. Pés perambulam. Os que perambulam pernoitam por lá mesmo. O pé põe o peso por cima. Tem uns que não. Então o pé pára, pensa e não sabe muito o que fazer. O peso até pede desculpas. Mas não pode fazer nada. Peço perdão ao passo por carregar o peso. Ele pede, eu não. Perdão por ser pesado? Trabalho dele. À pata nada devo. Dever é culpa, e se é meu, não desculpo. Não desculpo, nem perdôo…Perdão pede para ser ponderado. Se ao pó quer retornar: problemas particulares. O pé do peso é dele. O peso do corpo é dele também. Dizem que o pé é pó concentrado. Que seja. Contanto que o peso não pese no passo. Pé…
Passo aqui, passo acolá. Mais um passo. Pés perambulam. Os que perambulam pernoitam por lá mesmo. O pé põe o peso por cima. Tem uns que não. Então o pé pára, pensa e não sabe muito o que fazer. O peso até pede desculpas. Mas não pode fazer nada. Peço perdão ao passo por carregar o peso. Ele pede, eu não. Perdão por ser pesado? Trabalho dele. À pata nada devo. Dever é culpa, e se é meu, não desculpo. Não desculpo, nem perdôo…Perdão pede para ser ponderado. Se ao pó quer retornar: problemas particulares. O pé do peso é dele. O peso do corpo é dele também. Dizem que o pé é pó concentrado. Que seja. Contanto que o peso não pese no passo. Pé…
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