8.7.05
Eu vi Flashdance. Melhor, eu revi. Antes eu achava brega. Agora eu continuo achando brega, mas é muito bom. Não que eu esteja gostando do brega, mas a fotografia é muito boa. O lance de filmar na contraluz, de usar fundo infinito nas cenas de dança, os skylines da cidade. Tudo muito bem pensado e executado. E o aquecimento antes da dança? Cena estourada das partes do corpo, só a luz direta entrando pela janela. Muito bem feito. Vale a pena dar uma olhada no trabalho do diretor: Adrian Lyne.
28.6.05
23.6.05
29.5.05
19.5.05
11.5.05
O melhor de Benjamim, de Monique Gardenberg, são as cores. As cenas tem muitos objetos brancos e a luz sempre estoura. O interessante é que o branco não fica espacial, não dá aquela sensação de coisa extra-terrena, tipo AI. O branco não cria aura. Bom também quando ela usa as cores para representar o passado, tudo saturado ao invés de lavado. Conta muito quem apresenta um personagem com presente lavado e passado saturado.
4.4.05
18.3.05
Eu fui ver Madame Brouette, um filme senegalês do diretor Moussa Seme Abssa. E também pensei como vcs agora ao lerem o título do filme: não sabia o que esperar. Porque para nós tudo que vem da África parece longinquo. Mas o que vi foi um filme bem brasileiro, que fala de comunidades pobres, de violência familiar, de pobres que usam da malandragem para sobreviver. De mulheres fortes que lutam para se sustentar. Se eu não tivesse falado o nome do filme, a sinopse aí poderia ser do Central do Brasil, do Cidade de Deus, do Rio 40 graus, do Assalto ao trem pagador...mas não é, é de um filme senegalês. E a gente continua a virar as costas para eles. Até o diretor reclamou, disse que teve que pegar um vôo para Paris antes de vir para cá...
8.3.05
7.3.05
1.3.05
Pés
Passo aqui, passo acolá. Mais um passo. Pés perambulam. Os que perambulam pernoitam por lá mesmo. O pé põe o peso por cima. Tem uns que não. Então o pé pára, pensa e não sabe muito o que fazer. O peso até pede desculpas. Mas não pode fazer nada. Peço perdão ao passo por carregar o peso. Ele pede, eu não. Perdão por ser pesado? Trabalho dele. À pata nada devo. Dever é culpa, e se é meu, não desculpo. Não desculpo, nem perdôo…Perdão pede para ser ponderado. Se ao pó quer retornar: problemas particulares. O pé do peso é dele. O peso do corpo é dele também. Dizem que o pé é pó concentrado. Que seja. Contanto que o peso não pese no passo. Pé…
Passo aqui, passo acolá. Mais um passo. Pés perambulam. Os que perambulam pernoitam por lá mesmo. O pé põe o peso por cima. Tem uns que não. Então o pé pára, pensa e não sabe muito o que fazer. O peso até pede desculpas. Mas não pode fazer nada. Peço perdão ao passo por carregar o peso. Ele pede, eu não. Perdão por ser pesado? Trabalho dele. À pata nada devo. Dever é culpa, e se é meu, não desculpo. Não desculpo, nem perdôo…Perdão pede para ser ponderado. Se ao pó quer retornar: problemas particulares. O pé do peso é dele. O peso do corpo é dele também. Dizem que o pé é pó concentrado. Que seja. Contanto que o peso não pese no passo. Pé…
24.2.05
O cara é foda mesmo. Todo mundo diz que ele não erra nunca na escolha dos papéis, é verdade. O Johnny Depp tá excelente em Janela Secreta. Quem errou foi o roteirista. Que historinha mais chata. Aonde que uma histórias daquelas iria se desenrolar por causa de um plágio? Quando acontece a virada, que é muito boa por sinal, o filme já foi para às cucunhas.
21.2.05
A dança dos guarda-chuvas
Um dia desses me deparei com um anúncio homenageando São Paulo. Vários guarda-chuvas vistos de cima formavam uma famosa garrafa de vodka. Imediatamente me lembrei dos dias chuvosos de verão e de como as pessoas não sabem andar com guarda-chuva. Literalmente, viram açúcar quando chove. Porque elas não conseguem desviar um pouquinho o guarda-chuva para não atingir a pessoa que vem na direção contrária? O que umas gotinhas a mais podem prejudicar a roupa? Afinal, ela foi feita para molhar, óbvio que só na máquina, mas algumas gotas não são motivo para se entrar em pânico.
Fiquei pensando em como é temporal em Paris. Será que as pessoas desviam ou não o guarda-chuva? Eu me molho um pouco para a madame passar, não tem problema. Mas e se for madame com madame? Provavelmente impera a arrogância francesa. Porque essa fama tem que vir de algum lugar.
Já na Inglaterra é o cavalheirismo que emperra tudo. Porque é um querendo que o outro passe primeiro. E como o que aceita primeiro parece ser menos cavalheiro que o outro, ninguém anda. Se bem que com o céu cinza quase o ano todo, eles devem esquecer um pouco disso de vez em quando. Deve ser por isso que nem todo mundo lá é sir.
Infelizmente eu não moro no velho continente. O que também não me livraria de me machucarem com o guarda-chuva. Talvez a Constanza Pascolato devesse escrever um capítulo sobre guarda-chuvas no seu próximo livro. Ótima solução. Enquanto isso não acontece, o jeito é rezar para não encontrar nenhum guarda-chuva vindo em sua direção. Ou para que São Pedro colabore.
Um dia desses me deparei com um anúncio homenageando São Paulo. Vários guarda-chuvas vistos de cima formavam uma famosa garrafa de vodka. Imediatamente me lembrei dos dias chuvosos de verão e de como as pessoas não sabem andar com guarda-chuva. Literalmente, viram açúcar quando chove. Porque elas não conseguem desviar um pouquinho o guarda-chuva para não atingir a pessoa que vem na direção contrária? O que umas gotinhas a mais podem prejudicar a roupa? Afinal, ela foi feita para molhar, óbvio que só na máquina, mas algumas gotas não são motivo para se entrar em pânico.
Fiquei pensando em como é temporal em Paris. Será que as pessoas desviam ou não o guarda-chuva? Eu me molho um pouco para a madame passar, não tem problema. Mas e se for madame com madame? Provavelmente impera a arrogância francesa. Porque essa fama tem que vir de algum lugar.
Já na Inglaterra é o cavalheirismo que emperra tudo. Porque é um querendo que o outro passe primeiro. E como o que aceita primeiro parece ser menos cavalheiro que o outro, ninguém anda. Se bem que com o céu cinza quase o ano todo, eles devem esquecer um pouco disso de vez em quando. Deve ser por isso que nem todo mundo lá é sir.
Infelizmente eu não moro no velho continente. O que também não me livraria de me machucarem com o guarda-chuva. Talvez a Constanza Pascolato devesse escrever um capítulo sobre guarda-chuvas no seu próximo livro. Ótima solução. Enquanto isso não acontece, o jeito é rezar para não encontrar nenhum guarda-chuva vindo em sua direção. Ou para que São Pedro colabore.
Eu só vi filme estado unidense. A vida de David Gale...como perder um homem em 10 dias...nas vésperas do Oscar. Se bem que não teria visto muita coisa diferente assistindo os filmes do Oscar. Dois plot points...apresentacão nos primeiros dez minutos...enredos com dois níveis... personagens centrais e seus circulos de vida....
Nada muito diferente...entediante. :-(
Nada muito diferente...entediante. :-(
3.2.05
Vão assistir Coisas belas e sujas, de Stephen Frears. É bom. A parte técnica é muito bem executada e o roteiro tem cenas de delírio tipo, "Quem são vcs? Nós somos as pessoas que vc não vê...nós dirigimos seus táxis...limpamos seus quartos...chupamos seus paus..."
Mas o mais legal é que o personagem principal é nigeriano. E não é um filme sobre a história do negro, onde só nesses casos é que um africano vira protagonista. Tá certo que ele não tá nas melhores situações da vida, é um imigrante ilegal, mas só de citar pratos típicos da Nigéria, ter cenas faladas em iorubá, bantu e somali já valem a pena. Mas dá para perceber que ainda tem muita coisa a melhorar. No material promocional quem aparece na foto é a coadjuvante. Mas tudo bem, nada é perfeito.
Mas o mais legal é que o personagem principal é nigeriano. E não é um filme sobre a história do negro, onde só nesses casos é que um africano vira protagonista. Tá certo que ele não tá nas melhores situações da vida, é um imigrante ilegal, mas só de citar pratos típicos da Nigéria, ter cenas faladas em iorubá, bantu e somali já valem a pena. Mas dá para perceber que ainda tem muita coisa a melhorar. No material promocional quem aparece na foto é a coadjuvante. Mas tudo bem, nada é perfeito.
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