15.9.10

Wagner Pinto é um designer de Porto Alegre. Infelizmente o site do cara é bonito mas os melhores trabalhos não estão lá. Recomendo procurar o flickr dele.









Coisa mais difícil é dar nome para empresa. Ainda mais estúdio de design ou agência de publicidade. Mas os cabocos ingleses do estúdio Neasden até que se saíram bem. Denominaram-se centro de controle. E provaram na prática ao fazerem ilustração, logo, capa de livro, adesivo de parede, grafite e o que mais você pedir e pagar.

Logotipo para Light Parade, produtora fodona de Amsterdã (com certeza, vai rolar um post só pro trampo dos caras.)



Capa da revista Document Tokyo.



Ilustrações e diagramação para revista ape.





Adesivo de parede.







Catálogo de exposição de arte.



Reel 2010 dos caras.

NCC Showreel from neasden control centre on Vimeo.

14.9.10

Kirby é um gordinho inglês bem comédia que desmascarou todo mundo. Ele mostra quem são as fontes do Led Zeppelin. Mas isso não é tudo! Assistindo o vídeo todo, você descobre que a pesquisa dele tem muito mais pano para manga. Para mim vai parar lá no eterno debate sobre direitos autorais. No site dele, o Everything is a Remix tem links para todas as músicas e imagens que ele utilizou no vídeo. Vale a pena.

Everything is a Remix from kirby1 on Vimeo.

6.9.10

Mais um filme fodão de skate. Ainda não descobri porque só skate tem filme bom. Será que ninguém sabe filmar outros esportes ou pouca gente se atentou para isso? Direção executiva do Spike Jonze, o maluco é praticamente o Midas do cinema, toca e vira ouro.

"LAKAIROMANIA" from Marc Ritzema on Vimeo.

Benchvision - Mução 3D from twistfx on Vimeo.

Muita gente anda falando horrores sobre A Origem. De filme do ano, novo Matrix, a “vamos dar um cheque em branco pro Nolan”. Parece que, de uma hora para outra, todos viraram redatores de capas de DVD de filmes, aquelas que mostram comentários de grandes jornais. Comentários que você só lê nessas capas. Imperdível. Grande sacada. Melhor filme sobre tal coisa. Acho que isso é um pouco dessa nossa neura de viver uma grande época. Todos querem viver o melhor momento da história do planeta. É por isso que é tão comum jornais comentarem quando acontece alguma tragédia: “uma barbaridade dessas acontecendo em pleno século XXI?”. Como assim, cara-pálida? Quem falou que o século XXI é o melhor dos séculos? Só porque você nasceu nele? Mas isso é assunto para outro texto.
A Origem conta a história de um cara que tem a habilidade de entrar no sonho das pessoas para roubar ideias que estejam no subconsciente. Hummm. Falando assim até parece um bom argumento. Merece roteirizar. Mas Nolan está em Holywood. Aí fode, mano. O sabichão que consegue entrar no sonho da galera é o único expert e vai fazer isso uma última vez. Só que nessa última vez ele encontra obstáculos muito mais complicados do que ele normalmente encontrara. Putz. Lembrou de algum filme assim? Em 60 segundos, Nicholas Cage roubou o carro pela última vez para ajudar o irmão. Pitt e Clooney fizeram o último grande roubo para ajudar o amigo idoso em 11 homens e um segredo. Só para ficar nesses dois. Ah, e para completar tal missão, ele conta com uma equipe especializada que também são os melhores no que fazem. 60 segundos tem coadjuvantes assim. 11 homens e um segredo também. Missão Impossível também. Novamente só para ficar nesses. Ah, não, velho. Vou levar a sério um filme desses?
Bom, mas esse argumento do sonho é bom. Bom se você mostrar de forma plausível como entrar no sonho de alguém. Não com uma injeção de sedativo que não se comenta nem sobre a fórmula. Como se química fosse somente aquele laboratório de brinquedo que todo mundo na faixa dos 30 brincou na infância. Aí não, mano. Clube da luta tem uma passagem sobre sonho que é muito mais interessante que A Origem. Edward Norton não consegue dormir há alguns dias e reflete sobre sua situação. Ele não está nem acordado nem dormindo, está em um estado alterado da mente. 5 minutos que valem mais que as duas horas e quarenta da fita de Nolan.
Então por que escrevo sobre A Origem? Porque Nolan sabe dirigir. A história é contada impecavelmente. A trilha é espetacular e ele sabe contar parte da história só usando música. Os diálogos são bons e há só uma piada holywoodiana. Bom, uma não compromete. Nolan usou a boa direção, trilha e bons diálogos para amadurecer uma série presa na infância (Batman) e usou a mesma trinca para tentar salvar A Origem. Salvou mas não conseguiu levar a fita aonde o argumento dela merecia. Essa ainda não é a hora nem a vez de Nolan. Mas seu momento vai chegar. Com pouquissímos bons diretores capazes de fazer grandes estúdios assinarem cheques em branco, Nolan pode ser um deles.

2.9.10

O cara não tinha filmadora. Tirou 3000 fotos de Londres e fez um vídeo.

London (Harder, Better, Faster, Stronger) from David Hubert on Vimeo.

1.9.10

Quando eu era bem menino
Tinha fadas no jardim
No porão um monstro albino
E uma bruxa bem ruim.

Cada lâmpada tinha um gênio
Que virava ano em milênio
E, coisa bem mais perversa,
Sapo em rei e vice-versa.

Tinha Ciclope,Centauro,
Autósito, Hidra e megera,
Fênix, Grifo, Minotauro,
Magia, pasmo e quimera.

Mas aí surgiram no horizonte
Além de Custer e seus confederados
A tecnologia mastodonte
Com tecnologistas bem safados
Esses homens da ciência me provaram
Que duendes, bruxas e omacéfalos
Eram produtos imbecis de meu encéfalo.
Nunca existiram e nunca existirão:
uma decepção!

Mas continuo inocente, acho.
Ou burro, bobo, ou borracho.
Pois toda noite eu vejo todo dia
Tudo que é estranho, raro, ou anomalia:
Padres sibilas
Hidras estruturalistas
Ministros gorilas
Avis raras feministas
Políticos de duas cabeças
Unicórnios marxistas
Antropólogas travessas
Mactocerontes psicanalistas
Cisnes pretos arquitetos
Economistas sereias
Democratas por decreto
E beldades feias
Que invadem a minha caverna
E me matam de aflição
Saindo da lanterna
Da televisão.

Texto extraído do livro "Millôr Fernandes — Poemas", L&PM Editores - Porto Alegre, 1984, pág. 92.
Para começar bem o melhor mês do ano.

26.8.10

Ibai Acevedo é um moleque. Fotógrafo espanhol, o caboco nascido em 84 já faz isso. Vale muito a pena dar um pulo no sítio do cara.













Louis XIV-"Stalker" from Drew Innis on Vimeo.

24.8.10

Kristof Luyckx é um animador, designer, ilustrador e mais o que você precisar belga. Foi ele que dirigiu o clipe Wanderland que tá no post debaixo. O trampo do cara é alternativo mas é bem bom. Dá uma sacada no reel 2010 do caboco.


Kristof Luyckx REEL 2010 from Kristof Luyckx on Vimeo.

Hermanos Inglesos feat. MeMe - Wanderland from Kristof Luyckx on Vimeo.

19.8.10

Pictory é uma revista eletrônica de fotografia feita pela designer Laura Brunow Miner que une trabalhos de fotógrafos do mundo inteiro sob um tema em comum. Cada pessoa só pode enviar uma única foto, a sua melhor foto e contar a história dela. A ideia é comparar diferentes olhares sobre o mesmo tema. Semanalmente, o Pictory muda de tema e você pode mandar suas fotos de graça. E se você for selecionado, sua foto é publicada. Praticamente leitura e olhada obrigatória.

18.8.10

Mais um curta do estúdio fodão MK12.

TELEPHONEME | MK12 from MK12 on Vimeo.

Eu sei, mas não devia

Marina Colasanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(1972)


O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.

17.8.10

O DJ Zegon se juntou com um caboco gringo, o Squeak E. Clean, para formar o N.A.S.A. (North America, South America). Além da música boa, os clipes são beeem fodões. Esse aí é de Strange Enough, do primeiro disco, The Spirit of Apollo. Dirigido por Stewart Wagstaff, Tom Loughlin, Sam Taylor, Lorna Lavelle.


N.A.S.A Feat. Karen O and Ol' Dirty Bastard - 'Strange Enough' from Studio Giblets on Vimeo.

Margherita Premuroso (é o nick dela, viu gente) precisa fazer um curta de animação para se formar na Animation Mentor. Fez isso.

Paper Plane from Margherita Premuroso on Vimeo.

16.8.10

A eloquência da desculpa é proporcional ao tamanho da bobagem. Via Updateordie.

13.8.10

Sexta-feira 13 todo mundo só fica penando coisas negativas. Olha aí um exemplo positivo.


10.8.10

Contando uma história com apenas 5 cores.







9.8.10

6.8.10

Curta-metragem de Roberto Pérez Toledo.

4.8.10

O governo americano realizou esse experimento nos anos 50. Chamaram um ilustrador, tacaram LSD no caboco e deram a ele uma caixa cheia de lápis, papel, tintas e afins.

1. 20 minutos depois da primeira dose (50µg) e nada de efeito.



2. 1h05 depois da primeira dose e 20 minutos depois da segunda dose (50µg), o ilustrador: "eu consigo ver você claramente. Mas não consigo controlar minha mão direito."



3. 2h30 depois da primeira dose. "Parece que minha consciência está ativa."



4. 2h32 depois da primeira dose. "Minha mão está esquisita. Este desenho não está muito bom, não é mesmo?"



5.2h35 depois da primeira dose. "Vou desenhar você de uma só vez, numa linha só. Você vai ver."



6. 2h45 depois da primeira dose. O ilustrador está agitado. Ele agora larga o carvão e desenha com aquarela. "Estou ouvindo um chamado..."



7.4h25 depois da primeira dose. "Este vai ser meu melhor desenho, melhor que o primeiro. Tenho que me concentrar para não errar nenhum movimento, tenho que me concentrar..."



8. 5h45 depois da primeira dose. "Está difícil de segurar este lápis."



9. 8 horas depois da primeira dose. O efeito do LSD passou. O ilustrador faz um desenho rápido, antes de ir para casa.

29.7.10

Tudo filmado com uma phantom em 1000 frames por segundo.

Dancing Pigeons - Ritalin from Blink on Vimeo.

27.7.10

arte faz parte: O SUGESTIVO BALANÇO DAS ÁGUAS: "A sensação imediata é de se perder naqueles mares em fúria que se debatem em movimentos frenéticos pelas paredes do salão. Só que não há águ..."
Eu já havia postado um filme de skate esse ano, mas tinha falado mais da experiência do cara, que dirigiu e também cuidou da pós-produção. Não me lembro se postei um filme que a Adidas fez ano passado para a sua equipe europeia de skate, muito bom também. Agora mais um, do Spike Jonze (Adaptação, Quero ser John Malkovich e vários filmes sobre skate) e do Ty Evans. Basicamente, eles reeditaram o Fully Flared, filme deles próprios com participação da equipe de skate Lakai. Curte aí.

25.7.10

Há 10 dias atrás, eu postei um vídeo da orquestra de Viena executando uma peça de Leroy Anderson de 1958, The Typewriter. O cara escreveu para uma máquina de escrever como se fosse um instrumento qualquer. Ponto pra ele. O que eu não sabia era que o flautista brasileiro Altamiro Carrilho também escreveu para a máquina de escrever, só que um choro, sua especialidade. Carrilho ficou tão encantado com a partitura de Anderson, que acabou gravando-a. Como as duas músicas têm o mesmo nome, fica difícil achar a do brasileiro na net. Mas a pesquisa continua.

20.7.10

O Fluxus é um festival internacional de cinema que exibe seus filmes na internet e no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. A ideia é democratizar o acesso à sétima arte. Por total falta de conhecimento, não sei se há relação com o movimento homônimo do século passado (prometo que vou pesquisar, rs). Mesmo assim, vale dar um pulo e ver os outros trabalhos exibidos no site.

19.7.10