23.9.09

As agências de publicidade são assim.

3.9.09

2.9.09








25.8.09

Vi Brüno ontem. Gastei uns 15 minutos pensando sobre o filme e o que poderia escrever aqui. Mas não vale a pena. Seria um esforço jogado fora, meu e de vocês. Então coloquei um vídeo que vale muito a pena ser visto.


17.8.09

Faz 5 anos que eu trabalho em um roteiro de um curtíssima metragem. Foram 20 versões, não sei quantas alterações, para ontem, quando fui montar o vídeo, o hd do meu mac me dizer que não sabia onde estava o arquivo. Caraaaaaaaaaaaaai, eu mato o Steve Jobs.
Ilustra bem bacana. Dá uma olhada.

24.7.09

17.7.09

15.7.09

7.7.09

We Have Band - You Came Out (The Making Of) from We Have Band on Vimeo.

We Have Band - You Came Out (Official Music Video) from We Have Band on Vimeo.

Quem curte fazer videoperformances ganhou um bom aliado, o programa quase-cinema, desenvolvido pelo artista plástico brasiliense Alexandre Rangel. Nele, dá para editar vídeos e aúdios em tempo real. Bacana e fácil de usar. Ah, o programa tem o código aberto, pode abaixar à vontade.

Quase Cinema

6.7.09

Uma última homenagem a MJ e não se fala mais nisso.
A New Balance faz produtos excelentes, a Topper também(alguns, somente), a Mizuno idem. Mas, tirando a Adidas, nenhuma consegue nem chegar perto da magia da Nike. Sabe por quê? Os caras abusam de conceitos cinematográficos. Esse vídeo podia ser fácil um documentário sobre futebol, principalmente a primeira parte. Dá uma olhada.




2.7.09

30.6.09

23.6.09

Para o público comum pode até ser normal, mas para quem está envolvido com cinema, é estranhissimo um filme ser lançado direto em DVD. Você filma em película, pensa nos enquadramentos pensando a exibição no telão, telecina e os caras lançam o filme para se ver, em geral, em TVs de 32".

Mas os filmes lançados em DVD mantêm a roda da indústria girando. Eles geralmente tem problemas, geralmente de roteiro. Veja o caso de Capítulo 27, que conta a história do assassinato de John Lennon. A fita é morosa, lenta, falta pontos de virada, enfim. Mas a atuação de Jared Leto é bem bacana. Vale a pena ser lançado. Porque contra-regras trabalham, fotógrafos, maquiadores, dá para passar na tv e tudo o mais.

Ou você acha que vale a pena só ser lançado filme excelente?

19.6.09

Ainda mais depois de uma feijuca na sexta.
Balmorhea muxtape

18.6.09

16.6.09

8.6.09

Não importa se você gosta de jogos eletrônicos ou não. A animação do novo jogo da Harmonix agrada a todos.


5.6.09

ANEDOTA PECUNIÁRIA, de Machado de Assis

Chama-se Falcão o meu homem. Naquele dia — quatorze de abril de 1870 — quem
lhe entrasse em casa, às dez horas da noite, vê-lo-ia passear na sala, em mangas de camisa, calça preta e gravata branca, resmungando, gesticulando, suspirando, evidentemente aflito. Às vezes, sentava-se; outras, encostava-se à janela, olhando para a praia, que era a da Gamboa. Mas, em qualquer lugar ou atitude, demorava-se pouco tempo.

— Fiz mal, dizia ele, muito mal. Tão minha amiga que ela era! tão amorosa! Ia
chorando, coitadinha! Fiz mal, muito mal... Ao menos, que seja feliz!

Se eu disser que este homem vendeu uma sobrinha, não me hão de crer; se descer a
definir o preço, dez contos de réis, voltar-me-ão as costas com desprezo e indignação.
Entretanto, basta ver este olhar felino, estes dois beiços, mestres de cálculo, que, ainda fechados, parecem estar contando alguma coisa, para adivinhar logo que a feição capital do nosso homem é a voracidade do lucro. Entendamo-nos: ele faz arte pela arte, não ama o dinheiro pelo que ele pode dar, mas pelo que é em si mesmo! Ninguém lhe vá falar dos regalos da vida. Não tem cama fofa, nem mesa fina, nem carruagem, nem comenda. Não se ganha dinheiro para esbanjá-lo, dizia ele. Vive de migalhas; tudo o que amontoa é para a contemplação. Vai muitas vezes à burra, que está na alcova de dormir, com o único fim de fartar os olhos nos rolos de ouro e maços de título. Outras vezes, por um requinte de erotismo pecuniário, contempla-os só de memória. Neste particular, tudo o que eu pudesse dizer, ficaria abaixo de uma palavra dele mesmo, em 1857.

Já então milionário, ou quase, encontrou na rua dois meninos, seus conhecidos, que
lhe perguntaram se uma nota de cinco mil-réis, que lhes dera um tio, era verdadeira.
Corriam algumas notas falsas, e os pequenos lembraram-se disso em caminho. Falcão ia
com um amigo. Pegou trêmulo na nota, examinou-a bem, virou-a, revirou-a...

— É falsa? perguntou com impaciência um dos meninos.

— Não; é verdadeira.

— Dê cá, disseram ambos.

Falcão dobrou a nota vagarosamente, sem tirar-lhe os olhos de cima; depois,
restituiu-a aos pequenos, e, voltando-se para o amigo, que esperava por ele, disse-lhe com a maior candura do mundo:

— Dinheiro, mesmo quando não é da gente, faz gosto ver.

Era assim que ele amava o dinheiro, até à contemplação desinteressada. Que outro
motivo podia levá-lo a parar, diante das vitrinas dos cambistas, cinco, dez, quinze minutos, lambendo com os olhos os montes de libras e francos, tão arrumadinhos e amarelos? O mesmo sobressalto com que pegou na nota de cinco mil-réis, era um rasgo sutil, era o terror da nota falsa. Nada aborrecia tanto, como os moedeiros falsos, não por serem criminosos, mas prejudiciais, por desmoralizarem o dinheiro bom.

A linguagem do Falcão valia um estudo. Assim é que, um dia, em 1864, voltando
do enterro de um amigo, referiu o esplendor do préstito, exclamando com entusiasmo: —
"Pegavam no caixão três mil contos!" E, como um dos ouvintes não o entendesse logo,
concluiu do espanto, que duvidava dele, e discriminou a afirmação: — "Fulano
quatrocentos, Sicrano seiscentos... Sim, senhor, seiscentos; há dois anos, quando desfez a sociedade com o sogro, ia em mais de quinhentos; mas suponhamos quinhentos..." E foi por diante, demonstrando, somando e concluindo: — "Justamente, três mil contos!"

Não era casado. Casar era botar dinheiro fora. Mas os anos passaram, e aos quarenta
e cinco entrou a sentir uma certa necessidade moral, que não compreendeu logo, e era a
saudade paterna. Não mulher, não parentes, mas um filho ou uma filha, se ele o tivesse, era como receber um patacão de ouro. Infelizmente, esse outro capital devia ter sido acumulado em tempo; não podia começá-lo a ganhar tão tarde. Restava a loteria; a loteria deu-lhe o prêmio grande.

Morreu-lhe o irmão, e três meses depois a cunhada, deixando uma filha de onze
anos. Ele gostava muito desta e de outra sobrinha, filha de uma irmã viúva; dava-lhes
beijos, quando as visitava; chegava mesmo ao delírio de levar-lhes, uma ou outra vez,
biscoitos. Hesitou um pouco, mas, enfim, recolheu a órfã; era a filha cobiçada. Não cabia em si de contente; durante as primeiras semanas, quase não saía de casa, ao pé dela, ouvindo-lhe histórias e tolices.

Chamava-se Jacinta, e não era bonita; mas tinha a voz melodiosa e os modos
fagueiros. Sabia ler e escrever; começava a aprender música. Trouxe o piano consigo, o
método e alguns exercícios; não pôde trazer o professor, porque o tio entendeu que era
melhor ir praticando o que aprendera, e um dia... mais tarde... Onze anos, doze anos, treze anos, cada ano que passava era mais um vínculo que atava o velho solteirão à filha adotiva, e vice-versa. Aos treze, Jacinta mandava na casa; aos dezessete era verdadeira dona. Não abusou do domínio; era naturalmente modesta, frugal, poupada.

— Um anjo! dizia o Falcão ao Chico Borges.

Este Chico Borges tinha quarenta anos, e era dono de um trapiche. Ia jogar com o
Falcão à noite. Jacinta assistia às partidas. Tinha então dezoito anos; não era mais bonita, mas diziam todos "que estava enfeitando muito". Era pequenina, e o trapicheiro adorava as mulheres pequeninas. Corresponderam-se, o namoro fez-se paixão.

— Vamos a elas, dizia o Chico Borges ao entrar, pouco depois de ave-marias.

As cartas eram o chapéu de sol dos dois namorados. Não jogavam a dinheiro; mas o
Falcão tinha tal sede ao lucro, que contemplava os próprios tentos, sem valor, e contava-os de dez em dez minutos, para ver se ganhava ou perdia. Quando perdia, caía-lhe o rosto num desalento incurável, e ele recolhia-se pouco a pouco ao silêncio. Se a sorte teimava em persegui-lo, acabava o jogo, e levantava-se tão melancólico e cego, que a sobrinha e o parceiro podiam apertar a mão, uma, duas, três vezes, sem que ele visse coisa nenhuma.

Era isto em 1869. No princípio de 1870 Falcão propôs ao outro uma venda de ações.
Não as tinha; mas farejou uma grande baixa, e contava ganhar de um só lance trinta a
quarenta contos ao Chico Borges. Este respondeu-lhe finamente que andava pensando em
oferecer-lhe a mesma coisa. Uma vez que ambos queriam vender e nenhum comprar,
podiam juntar-se e propor a venda a um terceiro. Acharam o terceiro, e fecharam o contrato a sessenta dias. Falcão estava tão contente, ao voltar do negócio, que o sócio abriu-lhe o coração e pediu-lhe a mão de Jacinta. Foi o mesmo que, se de repente, começasse a falar turco. Falcão parou, embasbacado, sem entender. Que lhe desse a sobrinha? Mas então...

— Sim; confesso a você que estimaria muito casar com ela, e ela... penso que
também estimaria casar comigo.

— Qual, nada! interrompeu o Falcão. Não, senhor; está muito criança, não consinto.

— Mas reflita...

— Não reflito, não quero.

Chegou a casa irritado e aterrado. A sobrinha afagou-o tanto para saber o que era,
que ele acabou contando tudo, e chamando-lhe esquecida e ingrata. Jacinta empalideceu;
amava os dois, e via-os tão dados, que não imaginou nunca esse contraste de afeições. No quarto chorou à larga; depois escreveu uma carta ao Chico Borges, pedindo-lhe pelas cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, que não fizesse barulho nem brigasse com o tio; dizia-lhe que esperasse, e jurava-lhe um amor eterno.

Não brigaram os dois parceiros; mas as visitas foram naturalmente mais escassas e
frias. Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo. O terror do Falcão era enorme. Ele amava a sobrinha com um amor de cão, que persegue e morde aos estranhos. Queria-a para si, não como homem, mas como pai. A paternidade natural dá forças para o sacrifício da separação; a paternidade dele era de empréstimo, e, talvez, por isso mesmo, mais egoísta. Nunca pensara em perdê-la; agora, porém, eram trinta mil cuidados, janelas fechadas, advertências à preta, uma vigilância perpétua, um espiar os gestos e os ditos, uma campanha de D. Bartolo.

Entretanto, o sol, modelo de funcionários, continuou a servir pontualmente os dias,
um a um, até chegar dos dois meses do prazo marcado para a entrega das ações. Estas
deviam baixar, segundo a previsão dos dois; mas as ações, como as loterias e as batalhas, zombam dos cálculos humanos. Naquele caso, além de zombaria, houve crueldade, porque nem baixaram, nem ficaram ao par; subiram até converter o esperado lucro de quarenta contos numa perda de vinte.

Foi aqui que o Chico Borges teve uma inspiração de gênio. Na véspera, quando o
Falcão, abatido e mudo, passeava na sala o seu desapontamento, propôs ele custear todo o deficit, se lhe desse a sobrinha, Falcão teve um deslumbramento.

— Que eu...?

— Isso mesmo, interrompeu o outro, rindo.

— Não, não...

Não quis; recusou três e quatro vezes. A primeira impressão fora de alegria, eram os
dez contos na algibeira. Mas a idéia de separar-se de Jacinta era insuportável, e recusou. Dormiu mal. De manhã, encarou a situação, pesou as coisas, considerou que, entregando Jacinta ao outro, não a perdia inteiramente, ao passo que os dez contos iam-se embora. E, depois, se ela gostava dele e ele dela, por que razão separá-los? Todas as filhas casam-se, e os pais contentam-se de as ver felizes. Correu à casa do Chico Borges, e chegaram a acordo.

— Fiz mal, muito mal, bradava ele na noite do casamento. Tão minha amiga que ela
era! Tão amorosa! Ia chorando, coitadinha... Fiz mal, muito mal.

Cessara o terror dos dez contos; começara o fastio da solidão. Na manhã seguinte,
foi visitar os noivos. Jacinta não se limitou a regalá-lo com um bom almoço, encheu-o de mimos e afagos; mas nem estes, nem o almoço lhe restituíram a alegria. Ao contrário, a felicidade dos noivos entristeceu-o mais. Ao voltar para casa não achou a carinha meiga de Jacinta. Nunca mais lhe ouviria as cantigas de menina e moça; não seria ela quem lhe faria o chá, quem lhe traria, à noite, quando ele quisesse ler, o velho tomo ensebado do Saint- Clair das Ilhas, dádiva de 1850.

— Fiz mal, muito mal...

Para remediar o mal feito, transferiu as cartas para a casa da sobrinha, e ia lá jogar, à noite, com o Chico Borges. Mas a fortuna, quando flagela um homem, corta-lhe todas as vazas. Quatro meses depois, os recém-casados foram para a Europa; a solidão alargou-se de toda a extensão do mar. Falcão contava então cinqüenta e quatro anos. Já estava mais consolado do casamento de Jacinta; tinha mesmo o plano de ir morar com eles, ou de graça, ou mediante uma pequena retribuição, que calculou ser muito mais econômica do que a despesa de viver só. Tudo se esboroou; ei-lo outra vez na situação de oito anos antes, com a diferença que a sorte arrancara-lhe a taça entre dois goles.

Vai senão quando cai-lhe outra sobrinha em casa. Era a filha da irmã viúva, que
morreu e lhe pediu a esmola de tomar conta dela. Falcão não prometeu nada, porque um
certo instinto o levava a não prometer coisa nenhuma a ninguém, mas a verdade é que
recolheu a sobrinha, tão depressa a irmã fechou os olhos. Não teve constrangimento; ao
contrário, abriu-lhe as portas de casa, com um alvoroço de namorado, e quase abençoou a morte da irmã. Era outra vez a filha perdida.

— Esta há de fechar-me os olhos, dizia ele consigo.

Não era fácil. Virgínia tinha dezoito anos, feições lindas e originais; era grande e
vistosa. Para evitar que lha levassem, Falcão começou por onde acabara da primeira vez: — janelas cerradas, advertências à preta, raros passeios, só com ele e de olhos baixos. Virgínia não se mostrou enfadada. — Nunca fui janeleira, dizia ela, e acho muito feio que uma moça viva com o sentido na rua. Outra cautela do Falcão foi não trazer para casa senão parceiros de cinqüenta anos para cima ou casados. Enfim, não cuidou mais da baixa das ações. E tudo isso era desnecessário, porque a sobrinha não cuidava realmente senão dele e da casa. Às vezes, como a vista do tio começava a diminuir muito, lia-lhe ela mesma alguma página do Saint-Clair das Ilhas. Para suprir os parceiros, quando eles faltavam, aprendeu a jogar cartas, e, entendendo que o tio gostava de ganhar, deixava-se sempre perder. Ia mais longe: quando perdia muito, fingia-se zangada ou triste, com o único fim de dar ao tio um acréscimo de prazer. Ele ria então à larga, mofava dela, achava-lhe o nariz comprido, pedia um lenço para enxugar-lhe as lágrimas; mas não deixava de contar os seus tentos de dez em dez minutos, e se algum caía no chão (eram grãos de milho) descia a vela para apanhá-lo.

No fim de três meses, Falcão adoeceu. A moléstia não foi grave nem longa; mas o
terror da morte apoderou-se-lhe do espírito, e foi então que se pôde ver toda a afeição que ele tinha à moça. Cada visita que se lhe chegava, era recebida com rispidez, ou pelo menos com sequidão. Os mais íntimos padeciam mais, porque ele dizia-lhes brutalmente que ainda não era cadáver, que a carniça ainda estava viva, que os urubus enganavam-se de cheiro, etc. Mas nunca Virgínia achou nele um só instante de mau humor. Falcão obedecia-lhe em tudo, com uma passividade de criança, e, quando ria, é porque ela o fazia rir.

— Vamos, tome o remédio, deixe-se disso, vosmecê agora é meu filho...

Falcão sorria e bebia a droga. Ela sentava-se ao pé da cama, contando-lhe histórias;
espiava o relógio para dar-lhe os caldos ou a galinha, lia-lhe o sempiterno Saint-Clair. Veio a convalescença. Falcão saiu a alguns passeios, acompanhado de Virgínia. A prudência com que esta, dando-lhe o braço, ia mirando as pedras da rua, com medo de encarar os olhos de algum homem, encantava o Falcão.

— Esta há de fechar-me os olhos, repetia ele consigo mesmo. Um dia, chegou a
pensá-lo em voz alta: — Não é verdade que você me há de fechar os olhos?

— Não diga tolices!

Conquanto estivesse na rua, ele parou, apertou-lhe muito as mãos, agradecido, não
achando que dizer. Se tivesse a faculdade de chorar, ficaria provavelmente com os olhos úmidos. Chegando à casa, Virgínia correu ao quarto para reler uma carta que lhe entregara na véspera uma D. Bernarda, amiga de sua mãe. Era datada de New York, e trazia por única assinatura este nome: Reginaldo. Um dos trechos dizia assim: "Vou daqui no paquete de 25. Espera-me sem falta. Não sei ainda se irei ver-te logo ou não. Teu tio deve lembrar-se de mim; viu-me em casa de meu tio Chico Borges, no dia do casamento de tua prima..."

Quarenta dias depois, desembarcava este Reginaldo, vindo de New York, com trinta
anos feitos e trezentos mil dólares ganhos. Vinte e quatro horas depois visitou o Falcão, que o recebeu apenas com polidez. Mas o Reginaldo era fino e prático; atinou com a principal corda do homem, e vibrou-a. Contou-lhe os prodígios de negócio nos Estados Unidos, as hordas de moedas que corriam de um a outro dos dois oceanos. Falcão ouvia deslumbrado, e pedia mais. Então o outro fez-lhe uma extensa computação das companhias e bancos, ações, saldos de orçamento público, riquezas particulares, receita municipal de New York; descreveu-lhe os grandes palácios do comércio...

— Realmente, é um grande país, dizia o Falcão, de quando em quando. E depois de
três minutos de reflexão: — Mas, pelo que o senhor conta, só há ouro?

— Ouro só, não; há muita prata e papel; mas ali papel e ouro são a mesma coisa. E
moedas de outras nações? Hei de mostrar-lhe uma coleção que trago. Olhe; para ver o que é aquilo basta pôr os olhos em mim. Fui para lá pobre, com vinte e três anos; no fim de sete anos, trago seiscentos contos.

Falcão estremeceu: — Eu, com a sua idade, confessou ele, mal chegaria a cem.

Estava encantado. Reginaldo disse-lhe que precisava de duas ou três semanas, para
lhe contar os milagres do dólar.

— Como é que o senhor lhe chama?

— Dólar.

— Talvez não acredite que nunca vi essa moeda.

Reginaldo tirou do bolso do colete um dólar e mostrou-lho. Falcão, antes de lhe pôr
a mão, agarrou-o com os olhos. Como estava um pouco escuro, levantou-se e foi até à
janela, para examiná-lo bem — de ambos os lados; depois restituiu-o, gabando muito o
desenho e a cunhagem, e acrescentando que os nossos antigos patacões eram bem bonitos.

As visitas repetiram-se. Reginaldo assentou de pedir a moça. Esta, porém, disse-lhe
que era preciso ganhar primeiro as boas graças do tio; não casaria contra a vontade dele. Reginaldo não desanimou. Tratou de redobrar as finezas; abarrotou o tio de dividendos fabulosos.

— A propósito, o senhor nunca me mostrou a sua coleção de moedas, disse-lhe um
dia o Falcão.

— Vá amanhã à minha casa.

Falcão foi. Reginaldo mostrou-lhe a coleção metida num móvel envidraçado por
todos os lados. A surpresa de Falcão foi extraordinária; esperava uma caixinha com um
exemplar de cada moeda, e achou montes de ouro, de prata, de bronze e de cobre. Falcão
mirou-as primeiro de um olhar universal e coletivo; depois, começou a fixá-las
especificadamente. Só conheceu as libras, os dólares e os francos; mas o Reginaldo
nomeou-as todas: florins, coroas, rublos, dracmas, piastras, pesos, rúpias, toda a
numismática do trabalho, concluiu ele poeticamente.

— Mas que paciência a sua para ajuntar tudo isto! disse ele.

— Não fui eu que ajuntei, replicou o Reginaldo; a coleção pertencia ao espólio de
um sujeito de Filadélfia. Custou-me uma bagatela:— cinco mil dólares.

Na verdade, valia mais. Falcão saiu dali com a coleção na alma; falou dela à
sobrinha, e, imaginariamente, desarrumou e tornou a arrumar as moedas, como um amante
desgrenha a amante para toucá-la outra vez. De noite sonhou que era um florim, que um
jogador o deitava à mesa do lansquenet, e que ele trazia consigo para a algibeira do jogador mais de duzentos florins. De manhã, para consolar-se, foi contemplar as próprias moedas que tinha na burra; mas não se consolou nada. O melhor dos bens é o que se não possui.

Dali a dias, estando em casa, na sala, pareceu-lhe ver uma moeda no chão. Inclinou-
se a apanhá-la; não era moeda, era uma simples carta. Abriu a carta distraidamente e leu-a espantado: era de Reginaldo a Virgínia...

— Basta! interrompe-me o leitor; adivinho o resto. Virgínia casou com o Reginaldo,
as moedas passaram às mãos do Falcão, e eram falsas...

Não, senhor, eram verdadeiras. Era mais moral que, para castigo do nosso homem,
fossem falsas; mas, ai de mim! eu não sou Sêneca, não passo de um Suetônio que contaria dez vezes a morte de César, se ele ressuscitasse dez vezes, pois não tornaria à vida, senão para tornar ao império.

3.6.09

David Lynch lançou essa semana o seu novo projeto, chama-se Interview Project. São entrevistas com pessoas que o diretor e sua equipe acham "interessantes". Pela cabeça doidinha do diretor, você já sabe que vem coisa por aí. Ele promete postar entrevistas a cada 3 dias durante 1 ano.


Interview Project

2.6.09

Alguma alma beeeem caridosa (ou algum SPAM) indicou o Bloj! no prêmio Top Blog. Enfim, estou meio sem curiosidade alguma para descobrir quem toca o prêmio. Então vou colar logo o selinho deles aqui e ir atrás de mais coisas para postar por aqui.




Já reparou que quando queremos xingar alguém recorremos ao mundo animal? Um cara brucutu é cavalo, mulher fácil é vaca, homem fácil é galinha, ignorante é macaco. Estamos sempre negando nossa origem animal, como se defecar, urinar, suar, produzir muco, cera e gordura fosse algo totalmente inorgânico e não-natural.

28.5.09

O Paulo Peres escreve sobre cinema no Blue Bus. Vale a pena dar uma olhada no blog dele.

Cinema curto

27.5.09

Hoje faleceu o Ianelli. Bom, já tinha feito o que viera fazer. Uma pena, entretanto. Abaixo, Sinfonia em Branco. Se você não conhece o trabalho dele, vale a pena uma busca.

26.5.09

O meu é de 2007. Excelente essa "reconstituição histórica" da Wbdesigner Depot.
Você precisa ver Budapeste, de Walter Carvalho. Sinceramente, não consigo fazer um juízo de valor sobre a obra. E acho que isso é o que menos importa. Budapeste é denso, não pela trama, não pelo argumento mas pelo modo de como a história é contada. É denso porque é difícil identificar onde está essa complexidade. Budapeste tira você da rotina, dessa nossa vida mecanizada de acordar, trabalhar muito, tentar se divertir um pouco e voltar para casa dormir. Budapeste para sua vida e faz uma pergunta. Você precisa pensar com calma, até para achar os vários furos do filme e conseguir julgar o filme. Você pode achar o filme ruim. Mas, novamente, isso é o que menos importa. O interessante é saber que ele impõe uma reflexão, seja para o bem ou para o mal. Confira o trailer.



15.5.09

Este é o documentário US NOW, que trata sobre a colaboração em massa que a internet nos facilitou. Torcedores dirigindo times de futebol, redes sociais e por aí vai. A questão é: um coletivo é mesmo melhor que uma pessoa só? Lembre-se que o coletivo é sempre generalista e a pessoa é sempre especialista. Pense nisso.

Via UoD.

Us Now from Banyak Films on Vimeo.

13.5.09

E aí está o candidato de 2010 que a Pixar desenvolveu. Mas só pelo mês de lançamento já dá para saber que não vai levar. Como consolação, uma indicação a melhor animação e uma possível estatueta. É, vamos ter que esperar mais.



12.5.09

Vai ser um filme polêmico só porque estamos no Brasil, nação católica. Tirando isso, estou com a impressão que por causa deste tema polêmico vamos perder discussões bem mais ricas e interessantes que o filme traz. E você, o que acha?

5.5.09

Não sou corintiano, mas postei esse vídeo só como exemplo de ótima reportagem sobre os campeões estaduais de 2009. Será que temos muitos repórteres capazes de associar a trajetória de um time a um clássico da MPB? Eu acho que não. O que vemos é um monte deles se engalfinhando nas entrevistas coletivas para fazer as mesmas perguntas. Até jogador de futebol sabe disso, tanto que já programa suas respostas. Vamos fazer o melhor, mas sempre respeitando o adversário. Treino é treino e jogo é jogo. E a culpa é de quem? De quem não passou da quinta série ou de quem se formou na faculdade?


24.4.09

Animação vencedora do Oscar 2009.

22.4.09

Bem bacana o blog de quadrinhos do UOL, reportagens bem escritas e interessantes.

UOL Quadrinhos
Assisti Estômago, vencedor do prêmio vivo de cinema brasileiro 2009. Hummm, mais uma história de retirante nordestino que tenta a vida em São Paulo. Será que não conseguiremos largar esse estigma? Eu acho que sim, linha de passe, meu nome não é johnny, o cheiro do ralo, entre outros são muitos melhores que estômago. Eu sei que alguns deles não são desse ano, mas vá lá. Estômago não passa de um bom filme. E só.

20.4.09

Eu gosto de coisas antigas. Tenho uma pop9 e uma Diana+ (são máquinas lomo, procure pelo efeito que elas dão no rei google) e uma câmera de cinema 8mm. Mas esse não é o motivo de ter gostado de Rebobine, por favor, filme do louquinho Michel Gondry. Quem não sente saudade do VHS, pelas lembranças de ter que limpar o cabeçote ou ter que rebobinar a fita? Ou quem nunca editou um filme caseiro usando dois video-cassetes? Mas o filme é muito mais que isso, uma comédia bisonha sobre a indústria do cinema. Gondry deve ter lembrado muito do passado quando fazia filmes caseiros e os editava no próprio video-cassete ou chamava os amigos para contracenar. Rebobine, por favor não é um filmão e nem chega aos pés de seu último filme mas é uma comédia como há tempos holywood não fazia. Aliás, Holywood não costuma fazer filmes dessa qualidade, especialmente comédias. Então vá ver.

16.4.09

Uma ferramenta bem bacana para planejar suas viagens pelo Brasil. Eu sei que tem um aplicativo que faz esse mesmo cálculo com cidades do exterior. Mas eu não tô muito aí para gringa não, então...

Taxímetro online

15.4.09

Da Redação www.cineclick.com.br

Meu Nome Não é Johnny ganhou seis prêmios
Foi entregue na noite desta terça-feira (14/4), em festa de gala no Rio de Janeiro, o Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro, conhecido como o "Oscar do Cinema Brasileiro", apresentado por Daniel Filho (Se Eu Fosse Você 2) e Marília Pêra (Polaróides Urbanas). Foram 27 categorias, elegendo os maiores destaques em longa e curta-metragem do cinema Brasileiro.

Repetindo a estratégia de sucesso da edição passada, o Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro também teve participação do público na escolha de duas categorias especiais: Melhor Longa-metragem de Ficção Nacional e Melhor Longa-metragem de Ficção Estrangeiro.

Estômago e Meu Nome Não é Johnny, que lideraram as indicações, ambos concorrendo em 14 categorias, levaram 5 e 6 prêmios, respectivamente.

Rodrigo Santoro (Cinturão Vermelho), Tony Ramos (Se Eu Fosse Você 2), Cauã Reymond (Divã) e Cacá Diegues (O Maior Amor do Mundo) apresentaram categorias durante a entrega do prêmio Grande Otelo.

Nelson Pereira dos Santos foi o grande homenageado da noite pela Academia de Cinema Brasileiro e recebeu o trófeu pelo ator Carlos Vereda. Ankito e Dercy Gonçalves receberam homenagens póstumas.

Confira os vencedores:

Melhor Longa-metragem de Ficção Nacional:
Estômago, de Marcos Jorge

Melhor Longa-metragem Nacional pela votação do público:
Estômago, de Marcos Jorge

Melhor Longa-Metragem de Ficção Estrangeiro:
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

Melhor Longa-Metragem Estrangeiro pela votação do público:
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

Melhor Documentário
O Mistério do Samba

Melhor Filme Infantil
Pequenas Histórias

Melhor Filme de Animação - Menção Honrosa
Garoto Cósmico

Melhor Diretor
Marcos Jorge (Estômago)

Melhor Ator
Selton Mello (Meu Nome Não é Johnny)

Melhor Atriz
Leandra Leal (Nome Próprio)

Melhor Ator Coadjuvante
Babu Santana (Estômago)

Melhor Atriz Coadjuvante
Júlia Lemmertz (Meu Nome Não é Johnny)

Melhor Roteiro Original
Cláudia da Natividade, Fabrízio Donvito, Lusa Silvestre e Marcos Jorge (Estômago)

Melhor Roteiro Adaptado
Mariza Leão e Mauro Lima (Meu Nome Não é Johnny)

Melhor Figurino
Chega de Saudade

Melhor Maquiagem
Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Trilha Sonora
Os Desafinados

Melhor Trilha Sonora Original
Meu Nome Não é Johnny

Melhor Direção de Arte
Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Edição - Ficção
Meu Nome Não é Johnny

Melhor Edição - Documentário
O Mistério do Samba

Melhor Fotografia
Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Som
Meu Nome Não é Johnny

Melhores Efeitos Especiais
Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Curta-Metragem - Animação
Dossiê Rê Bordosa

Melhor Curta-Metragem - Documentário
Dreznica

Melhor Curta-Metragem - Ficção
Café com Leite

14.4.09

Internet é bom pq vc pode trabalhar muito ou simplesmente se divertir. Neste link você descobre que sabor seu corpo tem se você for comido por um canibal. Se o dia estiver difícil, clique aqui.




What would you taste like to a cannibal?

Created by Recipe Star

9.4.09

Fuçando no Itunes da máquina do trabalho, achei esse bom álbum: hit the floor do Breaktestra. Um som funkeado e orquestrado que vale a procura no YT. Segue site.

Breaktestra
Zuação da boa com o CSS.


8.4.09

Em tempos de monografia, o BloJ! virou uma montanha de posts sobre tipografia. E lá vai mais um. É que uma designer canadense, Ellen Lupton, lançou um livro ótimo sobre o assunto - Pensar com tipos. Ela faz uma análise da história da tipografia (de Gutemberg até o século XXI) e explica tudo que todo mundo deveria saber sobre o assunto. Vale o ingresso. Vai lá que na Cultura tem.


Pensar com tipos - Ellen lupton

5.4.09

Eu já tenho duas edições (de dez publicadas até agora) da ótima revista de cultura independente +Soma. Gratuita, ela traz excelentes entrevistas, boa diagramação e uma pauta bastante interessante. Tem no RJ, SP e DF e é distribuida em centros culturais, galerias de arte e bancas bem bacanas. Coloquei o site para vocês darem uma olhada.

Revista +Soma

30.3.09

Sábado passado rolou no mundo todo a Hora do Planeta, um manifesto de alerta contra o aquecimento global. A uma determinada hora, todo mundo tinha que desligar as luzes. Um planeta às escuras. A priori, a ideia é boa. Mas só a princípio. Esse manifesto é um prato cheio para os políticos. Ora, é muito fácil apagar as luzes dos principais monumentos da cidade e dizer que se preocupa com o tema. Não tem eleitor que não aplauda. Mas, no Brasil, o problema do aquecimento global é de outra natureza que não a matriz energética. E isso não está sendo discutido. O Brasil é o quarto país em emissão de gases poluentes. E a culpa não é das indústrias ou da nossa crescente frota de carros. O problema está nas queimadas indiscriminadas na Amazônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para a preparação de pasto. Hoje o Brasil tem mais cabeças de gado (220 milhões) do que pessoas (193 milhões). E o impacto do gado não é só pelas queimadas, há o estrume, o consumo de água e outros problemas que a criação em larga escala desse animal produz. Isso que China e Índia, os dois maiores mercados consumidores em desenvolvimento não consomem como Europa, Brasil e EUA. Mas estão ávidos por isso. O planeta não aguenta por tanta fome.
É por essa e outras que a Hora do Planeta, aqui, é um engodo. Não nos ajudou em nada na discussão do problema. Eu mesmo deixei as luzes acesas e comi uma bela salada. Fiz mais que muita gente.
Ultimamente tenho postado muitos vídeos. Mas hoje a dica é outra. Tem um caboco do sul que escreve muito bem. Ele é acadêmico e, de tanto ler, resolveu escrever suas próprias linhas. E foi com a calma e humildade que todo novato deve ter que escreveu um bom texto. É um texto cheio de referências e que destila uma inteligência fina e bem-humorada. Da próxima vez que for à livraria, procure por ele.

Luiz Antonio de Assis Brasil

Ensaios íntimos e imperfeitos

27.3.09

18.3.09

Há alguns meses atrás, eu havia indicado o blog da Adidas, o Originals. Agora os caras lançaram uma seção nova, só com perfis. O primeiro é de José Junior, o caboco do AfroReggae. Vale a pena ver. Contundente.




Obama Brasileiro

16.3.09

Já saiu o resultado do Claro Curtas. Só digo uma coisa: muito fácil ganhar, hein. Com esses concorrentes...

13.3.09

Último filminho da campanha do Doritos americano. Para começar bem essa sexta.


Mais um filminho do Doritos americano que eu havia comentado alguns posts atrás. Esse agora eu ainda não descobri quem produziu. Minha veia jornalística está preguiçosa para caralho.




Flickermood 2.0 from Sebastian Lange on Vimeo.

12.3.09

A Goodby, Silverstein & Partners, uma grande agência de publicidade estadunidense, lançou para o Doritos deles (Lays) uma campanha bem legal. Quer dizer, legal mesmo são as animações. Essa aí debaixo foi feita pela Blacklist. Vale muito dar um pulo lá e conferir o reel dos cabocos.



11.3.09

Vi Entreatos, documentário de João Salles sobre os dias que antecederam a eleição histórica de Luís Inácio Lula da Silva, em 2002. Quem nunca trabalhou com o Governo, vai entender como a política afeta a vida do nosso país e como ela é um pé no saco. Sempre medindo palavras, se policiando para passar a imagem certa, pensando muito antes de falar...todo tipo de ação que acabam construindo uma máscara nojenta sobre nossos comandantes e que fazem da política uma seara perigosa, traiçoeira e degradante.

O filme em si não detona ninguém, aliás, tem a virtude de documentar acima de tudo. Mas dá para ver com quem a gente está lidando.

10.3.09

Acabo de ler O Coringa. Já tenho o próximo livro em mente: Superman: pelo amanhã, do mesmo autor. Precisa dizer mais alguma coisa?
Finalmente tenho em mãos O Coringa, graphic novel de Brian Azzarello e muito bem ilustrada por Lee Bermejo. Preciso dizer que é bom?

2.3.09

Quem quer ser um Milionário? tinha mesmo que levar o prêmio. É filme que pega os americanos pelas bolas. A história de um garoto que não se abala com as dificuldades e no final se dá bem é mais um exemplo do sonho americano, da meritocracia, da filosofia de vida que está arraigada neles há anos. E em um tempo de esperança que o governo Obama trouxe, não poderia dar outra.

Mas é aí que reside o problema. Já foram inúmeros os filmes que falaram sobre isso. À procura da felicidade deve ter sido o último blockbuster que esta parca memória que vos fala se lembra. E como na maioria desses filmes, a história só engrena para lá do meio. Os personagens são bons, carismáticos. Mas é mais do mesmo. A fotografia é linda. A edição também, mas não ofuscam, e nem deveriam, o problema do argumento.

Quem acha que Quem Quer ser um Milionário? é uma glamurização da pobreza, está enganado. Este termo vendo sendo descaracterizado em inúmeros noticiários. Danny Boyle nos mostra uma Mumbai suja e pobre, claro de um jeito interessante, afinal, ele está fazendo cinema e não uma reportagem, mas não há motivo que faça o espectador querer conhecê-la. É lá que os muçulmanos são perseguidos, é lá que o tráfico e a prostituição correm soltos, é lá que os mendigos importunam quem quer que passe. Onde está o glamour nisso? Não é isso que faz de Quem quer ser um Milionário? um filme ruim. Me parece bem mais um preconceito, uma forma de não dar importância ao tema, uma forma de deixar invisível um problema real. Isso me incomoda muito.

Mas vá ver Quem Quer ser um Milionário? e tire suas próprias conclusões.

27.2.09

Há 4 anos atrás, um americano criou um site onde americanos pediam desculpas ao mundo pelo governo Bush, era o sorry everybody. Agora, depois que Obama tomou posse e o mundo está bem mais esperançoso com os EUA, o rapaz transformou o sorry everybody em Hello everybody. Entre lá e vejam os gringos chamando a gente para um café.

Hello Everybody
Essa caboca já é famosa pra caramba no mundo todo. Mesmo assim vale dar uma espiada na galeria leme, onde ela expõe parte dos trabalhos.

Nina Pandolfo

23.2.09

E Quem quer ser milionário? Levou o grande prêmio ontem. E parece que este deve ser o ano da Índia. Lá é muito mais barato produzir bons filmes (só os estadunidenses não sabiam disso) e aparece como uma grande força mundial, acentuada ainda mais com a crise econômica ocidental. Somado a isso tem o prêmio de direção do Danny Boyle que mostra como é possível fazer bons filmes fora de Holywood e sem a sua infraestrutura. (Mais uma vez: só os americanos não sabiam disso.)
Mas a Academia não passou a noite toda olhando para os pobres coitados e pagou um preço muito caro por isso. Pitt era disparado o melhor e, olhando pelo lado político (o que conta muito para aqueles cabocos da Academia), não tinha como dar diferente. Mas deu. Deram para Sean Penn. Uma pena. Ele está excelente como sempre, mas Pitt há tempos vem fazendo bons filmes e mostrando que rostinho bonito pode vir sim com um puco de massa encefálica por trás.
Aliás, raciocínio válido também para Kate Winslet. A moça arrebentou e arrebatou público e estatueta. Merecido. Assim como a de Ledger, ele ganhou de paulada o prêmio de ator coadjuvante. O mesmo fez Penélope Cruz, que esbofeteou com uma mão só as outras candidatas e levou para casa a estatueta que já deveria estar em sua prateleira há um bom tempo.

20.2.09

Depois de 6 indicações, finalmente chegou a vez dela. E não é por peninha da Academia. Winslet arrebenta e arrebata em O Leitor. Com extrema facilidade passeia entre uma alemã fria, fechada e uma mulher meiga, doce e apaixonante. Consegue, em um filme com muita nudez, tirar a atenção do corpo e focar nos sentimentos delicados e ásperos da personagem. Ralph Fiennes manda bem sendo o já batido lorde inglês. A fotografia não inventa e joga simples. Os outros coadjuvantes também não atrapalham.

Mas e o roteiro? Você deve estar se perguntando. A história não é boba, mas também não requer um gênio muito desenvolvido para compreendê-la. E está nos muitos tons de cinzas que o diretor dá para a história que a deixam charmosa, interessante e impossível de ser rotulada de piegas.

Não entra no meu top 10 mas vale muito a pena ver.

18.2.09

Aí vai o link do site do Alan Sieber. Boas tiras, bons personagens, livros idem.

Alan Sieber
Por GAYDEN WREN
Do Hollywwod Watch


O que é mais importante lembrar: essas apostas não dizem respeito a "quão boa foi a atuação", mas a "quem deve vencer o Oscar". E não se trata de quem você acha que deve vencer, porque os eleitores da Academia não são como você ou seus amigos. Eles assistem a mais filmes e os assistem como pessoas de dentro da indústria, o que significa que eles têm mais consciência do mecanismo por trás da mágica e, portanto, ficam mais impressionados quando a mágica supera o mecanismo.

Eles também conhecem os indicados, motivo pelo qual pessoas mais queridas tendem a vencer as menos apreciadas, como quando Alan Arkin superou Eddie Murphy na categoria de melhor ator coadjuvante há dois anos, apesar das atuações parecerem sugerir o contrário. Todos os eleitores trabalham na indústria cinematográfica americana, o que significa que preferem premiar filmes americanos em vez de estrangeiros e preferem filmes com grandes equipes e elencos do que os independentes, feitos com orçamento minúsculo, porque são os filmes grandes que criam mais empregos na indústria cinematográfica americana.

Mas só é possível se colocar no lugar dos eleitores da Academia até certo ponto, e toda previsão no final representa pouco mais que um palpite. Dito isso, eis aqui nossos palpites.

Melhor filme
A disputa deve ficar entre "O Curioso Caso de Benjamin Button" e "Quem Quer Ser um Milionário?", representando respectivamente a grande produção de estúdio, repleta de astros, que Hollywood ama com sua cabeça -e sua carteira- e a produção independente pequena, fora do radar, que Hollywood ama com seu coração.

"Frost/Nixon" tem uma escala pequena demais para este prêmio, "Milk - A Voz da Igualdade" é considerado mais uma exibição de interpretação do que um filme brilhante e "O Leitor" perderá votos dos fãs de "Foi Apenas um Sonho", pois o consideram o segundo melhor filme de Kate Winslet no ano.

Qual levará o prêmio? Provavelmente "Benjamin Button": "Quem Quer Ser um Milionário?" é caloroso, mas a Academia não vai querer encorajar outros cineastas a terceirizarem suas produções para a Índia, de custos mais baixos.


Melhor diretor
Hollywood está cheia de gente que adora o talento narrativo e visual de David Fincher, mas detesta sua inclinação por temas sombrios e radicais como "Alien 3" (1992), "Seven - Os Sete Crimes Capitais" (1995) e "Clube da Luta" (1999). "O Curioso Caso de Benjamin Button" é o filme de Fincher pelo qual todos esperavam e ele lhe renderá um Oscar. Seu maior adversário é Danny Boyle, de "Quem Quer Ser um Milionário?", mas os melhores filmes de Boyle foram feitos fora de Hollywood, de forma que ele carece do eleitorado de Fincher.

Ron Howard, de "Frost/Nixon", é muito querido e apreciado por seu talento em produzir filmes, mas seu talento como diretor não é universalmente admirado, de forma que o Oscar por "Uma Mente Brilhante" (2001) parece suficiente para a maioria das pessoas. Gus Van Sant também tem grande apreço pelo estranho e toques de autopiedade, apesar de tê-los atenuado em "Milk - A Voz da Igualdade", e o geralmente respeitado Stephen Daldry sofre com o fato de "O Leitor" não ter sido muito visto.

Melhor ator
Há três candidatos sérios nesta categoria, que como sempre é muito forte. A indicação já é o Oscar de Richard Jenkins -um ator de composição veterano que está brilhante em "The Visitor", mas é uma interpretação sutil que carece de pirotecnia e, além disso, quase ninguém viu o filme. Sean Penn realiza seu trabalho excelente habitual em "Milk - A Voz da Igualdade", mas sua vitória nesta categoria em "Sobre Meninos e Lobos" (2003) ainda está fresca na lembrança dos eleitores.

Frank Langella, de "Frost/Nixon", é um veterano experiente que oferece uma interpretação de mestre como uma figura histórica real, tudo isso atraente para a Academia, assim como o retorno de Mickey Rourke em "O Lutador", que traz uma história de redenção pessoal, algo que sempre tem apelo em Hollywood, onde até mesmo os superastros sentem que estão a um passo em falso do status de "Por onde anda?". Em outro ano, Langella e Rourke seriam os prováveis vencedores, mas este é o ano de Brad Pitt.

Pitt há muito é admirado em Hollywood por investir em uma longa série de filmes sérios, artisticamente exigentes, em vez de lucrar com sua aparência. Além disso, ele mantém o foco em seu trabalho sem deixar a vida pessoal descrita nos tablóides engolir sua carreira. Em "O Curioso Caso de Benjamin Button", ele envelhece 80 anos - ao contrário!- e oferece uma forte interpretação sob camadas e camadas de maquiagem, algo que impressiona a maioria dos atores que compõem Academia.

Melhor atriz
Esta categoria, muitas vezes fraca, está forte neste ano, mas as cinco candidatas se resumem a apenas duas no final. A indicação de Melissa Leo por "Rio Congelado" lhe assegura melhores papéis e melhores salários, o que lhe servirá como premiação suficiente pela Academia. Angelina Jolie tem um trabalho sólido em "A Troca" de Clint Eastwood e a idéia de um Oscar para o casal, um para ela e um para Pitt, é sedutora, mas o filme foi ofuscado por "Gran Torino" do próprio Eastwood. Anne Hathaway ganhou imensa credibilidade artística por seu trabalho semi-improvisado em "O Casamento de Rachel" de Jonathan Demme, mas ela é jovem demais para vencer em uma categoria que geralmente prefere indicadas mais maduras.

O que deixa a maior indicada ao Oscar de todos os tempos, Meryl Streep, contra a mulher considerada a candidata mais provável a herdar sua coroa como "a melhor atriz não coroada de Hollywood", Kate Winslet. A atriz de 33 anos já conta com seis indicações, o dobro do que Streep tinha na idade dela. Mais importante, Winslet nunca ganhou, o que representa o segundo maior insulto em Hollywood: se ela não ganhar neste ano, ela ficará empatada com Deborah Kerr e Thelma Ritter como as atrizes mais indicadas sem nunca ganhar, e ficará atrás apenas de Peter O'Toole, que só perdeu sua sexta disputa quando tinha 49 anos. O trabalho de Streep em "Dúvida" é soberbo - o tipo de papel perfeito para o talento dela - e, após 26 anos sem ganhar um Oscar, ele seria merecido. Mas Winslet também merece, e ela levará o prêmio.


Melhor ator coadjuvante
Após sua assustadora interpretação como o Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas", a única coisa entre Heath Ledger e o Oscar é, ironicamente, a mesma coisa que o torna um grande favorito: ele está morto. Hollywood gosta de homenagear os astros que partiram, mas prefere reservar o Oscar para pessoas cujas carreiras serão beneficiadas pelo empurrão.

Se a lógica prevalecer, este é o ano de Josh Brolin. Sua atuação como o supervisor Dan White em "Milk - A Voz da Igualdade" consegue fazer o homem que atirou em Harvey Milk e no prefeito de San Francisco, George Moscone, parecer uma figura triste e até mesmo simpática, e seu trabalho talentoso em "Onde os Fracos Não Têm Vez" (2007) e "W." (2008) também não prejudica.

Michael Shannon é um novato "feliz apenas por ter sido indicado". A vitória de Philip Seymour Hoffman como melhor ator por "Capote" (2005) ainda é muito recente e o trabalho humorístico de Robert Downey Jr. em "Trovão Tropical" utiliza muito pouco do talento formidável do ator.

Dito tudo isso, a Academia não tem outra forma substancial de homenagear o filme de maior bilheteria do ano, "Batman - O Cavaleiro das Trevas", e Ledger se tornará apenas o segundo ganhador póstumo de um Oscar de interpretação.


Melhor atriz coadjuvante
Tradicionalmente a categoria mais aberta entre as seis principais, ela está novamente indefinida. Presumindo que Amy Adams e Viola Davis dividam os votos para "Dúvida" -é raro que uma candidata por um filme com duas indicadas na mesma categoria vença- a disputa ainda está bem aberta entre três tipos favoritos da Academia: a bela estrangeira, o talento emergente e a atriz de composição veterana despretensiosa.

Se Marisa Tomei não tivesse ganho o mesmo prêmio por "Meu Primo Vinny" (1992), ela ficaria com ele aqui. Dessa forma, Penélope Cruz, por "Vicky Cristina Barcelona", e Taraji P. Henson, por "O Curioso Caso de Benjamin Button", são ligeiramente favoritas. Cruz demonstrou nos últimos anos que sua beleza estonteante não a impede de ser uma atriz talentosa, e não prejudica estar em um filme de Woody Allen: ele é uma espécie de especialista nesta categoria, já tendo dirigido nove indicadas ao prêmio de melhor atriz coadjuvante, sendo que duas ganharam.

Mas Henson, que juntamente com Davis são as únicas duas afro-americanas indicadas nas grandes categorias neste ano, levará o prêmio por seu trabalho como a mãe adotiva do personagem-título de "O Curioso Caso de Benjamin Button".

17.2.09

Essa iniciativa começou ano passado em São Paulo e agora se extende por algumas outras cidades do Brasil. É o Restaurant Week Brasil, onde, por duas semanas, vários restaurantes, incluindo os bons, servem pratos por R$25 + R$1 no almoço e R$39 +R$1 no jantar. O um real extra vai para o Ação Criança.
Em Brasília vai rolar entre 6 e 19 de Julho. Anote na agenda e confira a relação de restaurantes participantes.
A nota triste só vai para o nome do evento. Por que em inglês? Eu, hein...


Restaurant Week

4.2.09

Meses atrás eu havia comentado sobre este documentário. Na ocasião, disponibilizei o trailer, agora segue em 6 partes, o documentário todo.

3.2.09

Eu ainda não sei como ainda tem gente que chama o Millôr de jornalista. Deve ser o automático. Porque Millôr deixou de ser jornalista há muito tempo. Basta acompanhar sua página na Veja. É artigo aquilo lá? É notícia? É análise? Não, não é nada disso. Millôr é artista há muito tempo. E dos bons. E dos modernos. Seu desenho é incrível,é de um refinamento agressivamente pós-moderno. E o que falar de seus textos? Impecáveis, como os de todos os bons jornalistas do passado. Millôr passeia tranquilamente pela literatura, pelas artes plásticas, pelas intervenções no maior semanário do país. Por isso, faço aqui um apelo: parem de rotular o caboco de jornalista. Ah, em tempo: leiam A verdadeira história do paraíso, publicado em 1972. Bom para quem gosta de desenho, de texto e dos dois ao mesmo tempo.

2.2.09

Um beijo roubado é uma bobajada só. O roteiro não decola e há muitas outras histórias de amor, traição, perdão e ódio melhores do que ela. Por todo o ranço que os filmes de amor carregam e provocam nas pessoas, você deve não querer ver esse filme. Mas vá. A fotografia é linda e realmente cria o clima que o filme precisa. A direção de arte também acerta no ponto. Norah Jones, que atua em seu primeiro filme, não tem o suceso de Paulo Miklos em O invasor, mas manda bem. E a trilha então? Comandada por Ry Cooder, traz muitos jazz bom. Se você gosta mesmo de cinema, vá ver Um beijo roubado, ignore o roteiro e delicie-se com as parcas cenas bem filmadas, uma fotografia excelente, uma arte idem e um som ibidem.

28.1.09

Geralmente, as boas livrarias e revistarias não vendem seus produtos na web. Eu não sei porquê. Talvez porque elas queiram manter a exclusividade do comprador e não sair vendendo para todo mundo. Ou porque os donos sejam uns manés que não sabem nem entrar na net. Ou porque sei lá. Enfim, a Comix, uma ótima loja de quadrinhos de SP está vendendo suas coisas pela web. Eu disse ótima porque os clássicos que estão à disposição são bem mixurucas e não tem nenhuma graphic novel...fueda. Mas enfim, já é um começo.

Comix

27.1.09

Uns cabocos franceses fizeram um stop motion de primeira para o clipe da música Her morning elegance, do Oren Lavie. A música também é interssante, mas com certeza, o visual ajuda bastante. É do álbum The Opposite Side of the Sea. Curte aí.




21.1.09

Vai logo lá ver o trampo de grafiti desses cabocos, Tha & Theti. Para ver mais trampos deles, vai na rua Pedro Taques, uma travessinha minúscula da Consolação. Se não estou ficando velho, a mesma rua do Drosophila. Ainda existe? Tô precisando ir a SP.

Itororó Gallery

19.1.09


Com certeza vocês conhecem o trabalho do ilustrador Adão. Como fazia tempo que não via o trabalho dele, dei uma passada no blog dele e me diverti horrores. Vale a pena.

15.1.09

A Adidas acaba de lançar um blog pra linha de roupas Originals. Fala de cinema, moda, música, arte e, claro, esporte. Confere lá.

13.1.09

Fechando a segunda chave, temos Passarim do Jobim contra Cazuza, o tempo não para.



O jogo 7 é o jogo da morte: tem o clássico do Cartola, Preciso me encontrar contra outro clássico, agora do Chico Buarque, Gota d'água.



O jogo seis traz o samba macabro de Alcione (Não deixe o samba morrer) contra Sangrando de Gonzaguinha.



O jogo 5 abre a outra chave e traz nesse confronto Marisa Monte com O que me importa versus Rosa de hiroshima, do Vinicius.



Fechando a chave, Paciência, de Lenine contra Meu mundo caiu, de Maysa.



Mais uma batalha para ver quem faz você cortar os pulsos só de ouvir a música. Agora se enfrentam Samba em prelúdio de Baden Powel e Vinicius de Moraes e Mentiras de Adriana Calcanhoto. Ouçam e votem!



9.1.09

No segundo jogo, temos confronto de gerações. Los Hermanos x Legião Urbana. Os dois, Camelo e Russo, com potencial para causarem suicídio em massa. E aí, vota em quem?



Começou com uma brincadeira mas que se espalhou por toda a agência e agora eu estou postando aqui. É o Radiohead Cup, uma tentativa de descobrir qual música brazuca também dá vontade de cortar os pulsos, chorar e esperar o sangue escorrer. As músicas foram sorteadas e vão duelar até a grande final.

No jogo 1 temos um representante do sertão sofrido, suado e muito Graciliano Ramos: Luiz Gonzaga contra nosso ex-ministro Gilberto Gil, super-homem (a canção). Assistam e votem!



7.1.09

Opa, hoje estou bastante musical. E como vocês já sabem, está passando o especial da Maysa na TV. Por coincidência, o show do Radiohead no Brasil está se aproximando e eu acabo de descobrir um pianista chamado Vitor Araujo. E o que isso tudo tem a ver? Ao ver o seriado, lembrei que Maysa é a Radiohead brasileira de 60/70, aliás, quase todos que fizeram samba-canção o são: Zé keti, Cartola, Jovelina Pérola Negra...e por aí vai.

Quem prefere uma referência mais atual pode dar uma sacada nesse pianista. O cara tá deixando os eruditos de cabelo em pé. É radiohead também.



5.1.09

Desculpe o post atrasado. Mas só agora consegui parar para ver Aline, o especial que a Globo adaptou dos quadrinhos do Adão. E o resultado é um só: estragou.