Sábado passado rolou no mundo todo a Hora do Planeta, um manifesto de alerta contra o aquecimento global. A uma determinada hora, todo mundo tinha que desligar as luzes. Um planeta às escuras. A priori, a ideia é boa. Mas só a princípio. Esse manifesto é um prato cheio para os políticos. Ora, é muito fácil apagar as luzes dos principais monumentos da cidade e dizer que se preocupa com o tema. Não tem eleitor que não aplauda. Mas, no Brasil, o problema do aquecimento global é de outra natureza que não a matriz energética. E isso não está sendo discutido. O Brasil é o quarto país em emissão de gases poluentes. E a culpa não é das indústrias ou da nossa crescente frota de carros. O problema está nas queimadas indiscriminadas na Amazônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para a preparação de pasto. Hoje o Brasil tem mais cabeças de gado (220 milhões) do que pessoas (193 milhões). E o impacto do gado não é só pelas queimadas, há o estrume, o consumo de água e outros problemas que a criação em larga escala desse animal produz. Isso que China e Índia, os dois maiores mercados consumidores em desenvolvimento não consomem como Europa, Brasil e EUA. Mas estão ávidos por isso. O planeta não aguenta por tanta fome.
É por essa e outras que a Hora do Planeta, aqui, é um engodo. Não nos ajudou em nada na discussão do problema. Eu mesmo deixei as luzes acesas e comi uma bela salada. Fiz mais que muita gente.
30.3.09
Ultimamente tenho postado muitos vídeos. Mas hoje a dica é outra. Tem um caboco do sul que escreve muito bem. Ele é acadêmico e, de tanto ler, resolveu escrever suas próprias linhas. E foi com a calma e humildade que todo novato deve ter que escreveu um bom texto. É um texto cheio de referências e que destila uma inteligência fina e bem-humorada. Da próxima vez que for à livraria, procure por ele.
Luiz Antonio de Assis Brasil
Ensaios íntimos e imperfeitos
Luiz Antonio de Assis Brasil
Ensaios íntimos e imperfeitos
27.3.09
18.3.09
16.3.09
Já saiu o resultado do Claro Curtas. Só digo uma coisa: muito fácil ganhar, hein. Com esses concorrentes...
13.3.09
12.3.09
A Goodby, Silverstein & Partners, uma grande agência de publicidade estadunidense, lançou para o Doritos deles (Lays) uma campanha bem legal. Quer dizer, legal mesmo são as animações. Essa aí debaixo foi feita pela Blacklist. Vale muito dar um pulo lá e conferir o reel dos cabocos.
11.3.09
Vi Entreatos, documentário de João Salles sobre os dias que antecederam a eleição histórica de Luís Inácio Lula da Silva, em 2002. Quem nunca trabalhou com o Governo, vai entender como a política afeta a vida do nosso país e como ela é um pé no saco. Sempre medindo palavras, se policiando para passar a imagem certa, pensando muito antes de falar...todo tipo de ação que acabam construindo uma máscara nojenta sobre nossos comandantes e que fazem da política uma seara perigosa, traiçoeira e degradante.
O filme em si não detona ninguém, aliás, tem a virtude de documentar acima de tudo. Mas dá para ver com quem a gente está lidando.
O filme em si não detona ninguém, aliás, tem a virtude de documentar acima de tudo. Mas dá para ver com quem a gente está lidando.
10.3.09
2.3.09
Quem quer ser um Milionário? tinha mesmo que levar o prêmio. É filme que pega os americanos pelas bolas. A história de um garoto que não se abala com as dificuldades e no final se dá bem é mais um exemplo do sonho americano, da meritocracia, da filosofia de vida que está arraigada neles há anos. E em um tempo de esperança que o governo Obama trouxe, não poderia dar outra.
Mas é aí que reside o problema. Já foram inúmeros os filmes que falaram sobre isso. À procura da felicidade deve ter sido o último blockbuster que esta parca memória que vos fala se lembra. E como na maioria desses filmes, a história só engrena para lá do meio. Os personagens são bons, carismáticos. Mas é mais do mesmo. A fotografia é linda. A edição também, mas não ofuscam, e nem deveriam, o problema do argumento.
Quem acha que Quem Quer ser um Milionário? é uma glamurização da pobreza, está enganado. Este termo vendo sendo descaracterizado em inúmeros noticiários. Danny Boyle nos mostra uma Mumbai suja e pobre, claro de um jeito interessante, afinal, ele está fazendo cinema e não uma reportagem, mas não há motivo que faça o espectador querer conhecê-la. É lá que os muçulmanos são perseguidos, é lá que o tráfico e a prostituição correm soltos, é lá que os mendigos importunam quem quer que passe. Onde está o glamour nisso? Não é isso que faz de Quem quer ser um Milionário? um filme ruim. Me parece bem mais um preconceito, uma forma de não dar importância ao tema, uma forma de deixar invisível um problema real. Isso me incomoda muito.
Mas vá ver Quem Quer ser um Milionário? e tire suas próprias conclusões.
Mas é aí que reside o problema. Já foram inúmeros os filmes que falaram sobre isso. À procura da felicidade deve ter sido o último blockbuster que esta parca memória que vos fala se lembra. E como na maioria desses filmes, a história só engrena para lá do meio. Os personagens são bons, carismáticos. Mas é mais do mesmo. A fotografia é linda. A edição também, mas não ofuscam, e nem deveriam, o problema do argumento.
Quem acha que Quem Quer ser um Milionário? é uma glamurização da pobreza, está enganado. Este termo vendo sendo descaracterizado em inúmeros noticiários. Danny Boyle nos mostra uma Mumbai suja e pobre, claro de um jeito interessante, afinal, ele está fazendo cinema e não uma reportagem, mas não há motivo que faça o espectador querer conhecê-la. É lá que os muçulmanos são perseguidos, é lá que o tráfico e a prostituição correm soltos, é lá que os mendigos importunam quem quer que passe. Onde está o glamour nisso? Não é isso que faz de Quem quer ser um Milionário? um filme ruim. Me parece bem mais um preconceito, uma forma de não dar importância ao tema, uma forma de deixar invisível um problema real. Isso me incomoda muito.
Mas vá ver Quem Quer ser um Milionário? e tire suas próprias conclusões.
27.2.09
Há 4 anos atrás, um americano criou um site onde americanos pediam desculpas ao mundo pelo governo Bush, era o sorry everybody. Agora, depois que Obama tomou posse e o mundo está bem mais esperançoso com os EUA, o rapaz transformou o sorry everybody em Hello everybody. Entre lá e vejam os gringos chamando a gente para um café.
Hello Everybody
Hello Everybody
Essa caboca já é famosa pra caramba no mundo todo. Mesmo assim vale dar uma espiada na galeria leme, onde ela expõe parte dos trabalhos.
Nina Pandolfo
Nina Pandolfo
23.2.09
E Quem quer ser milionário? Levou o grande prêmio ontem. E parece que este deve ser o ano da Índia. Lá é muito mais barato produzir bons filmes (só os estadunidenses não sabiam disso) e aparece como uma grande força mundial, acentuada ainda mais com a crise econômica ocidental. Somado a isso tem o prêmio de direção do Danny Boyle que mostra como é possível fazer bons filmes fora de Holywood e sem a sua infraestrutura. (Mais uma vez: só os americanos não sabiam disso.)
Mas a Academia não passou a noite toda olhando para os pobres coitados e pagou um preço muito caro por isso. Pitt era disparado o melhor e, olhando pelo lado político (o que conta muito para aqueles cabocos da Academia), não tinha como dar diferente. Mas deu. Deram para Sean Penn. Uma pena. Ele está excelente como sempre, mas Pitt há tempos vem fazendo bons filmes e mostrando que rostinho bonito pode vir sim com um puco de massa encefálica por trás.
Aliás, raciocínio válido também para Kate Winslet. A moça arrebentou e arrebatou público e estatueta. Merecido. Assim como a de Ledger, ele ganhou de paulada o prêmio de ator coadjuvante. O mesmo fez Penélope Cruz, que esbofeteou com uma mão só as outras candidatas e levou para casa a estatueta que já deveria estar em sua prateleira há um bom tempo.
Mas a Academia não passou a noite toda olhando para os pobres coitados e pagou um preço muito caro por isso. Pitt era disparado o melhor e, olhando pelo lado político (o que conta muito para aqueles cabocos da Academia), não tinha como dar diferente. Mas deu. Deram para Sean Penn. Uma pena. Ele está excelente como sempre, mas Pitt há tempos vem fazendo bons filmes e mostrando que rostinho bonito pode vir sim com um puco de massa encefálica por trás.
Aliás, raciocínio válido também para Kate Winslet. A moça arrebentou e arrebatou público e estatueta. Merecido. Assim como a de Ledger, ele ganhou de paulada o prêmio de ator coadjuvante. O mesmo fez Penélope Cruz, que esbofeteou com uma mão só as outras candidatas e levou para casa a estatueta que já deveria estar em sua prateleira há um bom tempo.
20.2.09
Depois de 6 indicações, finalmente chegou a vez dela. E não é por peninha da Academia. Winslet arrebenta e arrebata em O Leitor. Com extrema facilidade passeia entre uma alemã fria, fechada e uma mulher meiga, doce e apaixonante. Consegue, em um filme com muita nudez, tirar a atenção do corpo e focar nos sentimentos delicados e ásperos da personagem. Ralph Fiennes manda bem sendo o já batido lorde inglês. A fotografia não inventa e joga simples. Os outros coadjuvantes também não atrapalham.
Mas e o roteiro? Você deve estar se perguntando. A história não é boba, mas também não requer um gênio muito desenvolvido para compreendê-la. E está nos muitos tons de cinzas que o diretor dá para a história que a deixam charmosa, interessante e impossível de ser rotulada de piegas.
Não entra no meu top 10 mas vale muito a pena ver.
Mas e o roteiro? Você deve estar se perguntando. A história não é boba, mas também não requer um gênio muito desenvolvido para compreendê-la. E está nos muitos tons de cinzas que o diretor dá para a história que a deixam charmosa, interessante e impossível de ser rotulada de piegas.
Não entra no meu top 10 mas vale muito a pena ver.
18.2.09
Por GAYDEN WREN
Do Hollywwod Watch
O que é mais importante lembrar: essas apostas não dizem respeito a "quão boa foi a atuação", mas a "quem deve vencer o Oscar". E não se trata de quem você acha que deve vencer, porque os eleitores da Academia não são como você ou seus amigos. Eles assistem a mais filmes e os assistem como pessoas de dentro da indústria, o que significa que eles têm mais consciência do mecanismo por trás da mágica e, portanto, ficam mais impressionados quando a mágica supera o mecanismo.
Eles também conhecem os indicados, motivo pelo qual pessoas mais queridas tendem a vencer as menos apreciadas, como quando Alan Arkin superou Eddie Murphy na categoria de melhor ator coadjuvante há dois anos, apesar das atuações parecerem sugerir o contrário. Todos os eleitores trabalham na indústria cinematográfica americana, o que significa que preferem premiar filmes americanos em vez de estrangeiros e preferem filmes com grandes equipes e elencos do que os independentes, feitos com orçamento minúsculo, porque são os filmes grandes que criam mais empregos na indústria cinematográfica americana.
Mas só é possível se colocar no lugar dos eleitores da Academia até certo ponto, e toda previsão no final representa pouco mais que um palpite. Dito isso, eis aqui nossos palpites.
Melhor filme
A disputa deve ficar entre "O Curioso Caso de Benjamin Button" e "Quem Quer Ser um Milionário?", representando respectivamente a grande produção de estúdio, repleta de astros, que Hollywood ama com sua cabeça -e sua carteira- e a produção independente pequena, fora do radar, que Hollywood ama com seu coração.
"Frost/Nixon" tem uma escala pequena demais para este prêmio, "Milk - A Voz da Igualdade" é considerado mais uma exibição de interpretação do que um filme brilhante e "O Leitor" perderá votos dos fãs de "Foi Apenas um Sonho", pois o consideram o segundo melhor filme de Kate Winslet no ano.
Qual levará o prêmio? Provavelmente "Benjamin Button": "Quem Quer Ser um Milionário?" é caloroso, mas a Academia não vai querer encorajar outros cineastas a terceirizarem suas produções para a Índia, de custos mais baixos.
Melhor diretor
Hollywood está cheia de gente que adora o talento narrativo e visual de David Fincher, mas detesta sua inclinação por temas sombrios e radicais como "Alien 3" (1992), "Seven - Os Sete Crimes Capitais" (1995) e "Clube da Luta" (1999). "O Curioso Caso de Benjamin Button" é o filme de Fincher pelo qual todos esperavam e ele lhe renderá um Oscar. Seu maior adversário é Danny Boyle, de "Quem Quer Ser um Milionário?", mas os melhores filmes de Boyle foram feitos fora de Hollywood, de forma que ele carece do eleitorado de Fincher.
Ron Howard, de "Frost/Nixon", é muito querido e apreciado por seu talento em produzir filmes, mas seu talento como diretor não é universalmente admirado, de forma que o Oscar por "Uma Mente Brilhante" (2001) parece suficiente para a maioria das pessoas. Gus Van Sant também tem grande apreço pelo estranho e toques de autopiedade, apesar de tê-los atenuado em "Milk - A Voz da Igualdade", e o geralmente respeitado Stephen Daldry sofre com o fato de "O Leitor" não ter sido muito visto.
Melhor ator
Há três candidatos sérios nesta categoria, que como sempre é muito forte. A indicação já é o Oscar de Richard Jenkins -um ator de composição veterano que está brilhante em "The Visitor", mas é uma interpretação sutil que carece de pirotecnia e, além disso, quase ninguém viu o filme. Sean Penn realiza seu trabalho excelente habitual em "Milk - A Voz da Igualdade", mas sua vitória nesta categoria em "Sobre Meninos e Lobos" (2003) ainda está fresca na lembrança dos eleitores.
Frank Langella, de "Frost/Nixon", é um veterano experiente que oferece uma interpretação de mestre como uma figura histórica real, tudo isso atraente para a Academia, assim como o retorno de Mickey Rourke em "O Lutador", que traz uma história de redenção pessoal, algo que sempre tem apelo em Hollywood, onde até mesmo os superastros sentem que estão a um passo em falso do status de "Por onde anda?". Em outro ano, Langella e Rourke seriam os prováveis vencedores, mas este é o ano de Brad Pitt.
Pitt há muito é admirado em Hollywood por investir em uma longa série de filmes sérios, artisticamente exigentes, em vez de lucrar com sua aparência. Além disso, ele mantém o foco em seu trabalho sem deixar a vida pessoal descrita nos tablóides engolir sua carreira. Em "O Curioso Caso de Benjamin Button", ele envelhece 80 anos - ao contrário!- e oferece uma forte interpretação sob camadas e camadas de maquiagem, algo que impressiona a maioria dos atores que compõem Academia.
Melhor atriz
Esta categoria, muitas vezes fraca, está forte neste ano, mas as cinco candidatas se resumem a apenas duas no final. A indicação de Melissa Leo por "Rio Congelado" lhe assegura melhores papéis e melhores salários, o que lhe servirá como premiação suficiente pela Academia. Angelina Jolie tem um trabalho sólido em "A Troca" de Clint Eastwood e a idéia de um Oscar para o casal, um para ela e um para Pitt, é sedutora, mas o filme foi ofuscado por "Gran Torino" do próprio Eastwood. Anne Hathaway ganhou imensa credibilidade artística por seu trabalho semi-improvisado em "O Casamento de Rachel" de Jonathan Demme, mas ela é jovem demais para vencer em uma categoria que geralmente prefere indicadas mais maduras.
O que deixa a maior indicada ao Oscar de todos os tempos, Meryl Streep, contra a mulher considerada a candidata mais provável a herdar sua coroa como "a melhor atriz não coroada de Hollywood", Kate Winslet. A atriz de 33 anos já conta com seis indicações, o dobro do que Streep tinha na idade dela. Mais importante, Winslet nunca ganhou, o que representa o segundo maior insulto em Hollywood: se ela não ganhar neste ano, ela ficará empatada com Deborah Kerr e Thelma Ritter como as atrizes mais indicadas sem nunca ganhar, e ficará atrás apenas de Peter O'Toole, que só perdeu sua sexta disputa quando tinha 49 anos. O trabalho de Streep em "Dúvida" é soberbo - o tipo de papel perfeito para o talento dela - e, após 26 anos sem ganhar um Oscar, ele seria merecido. Mas Winslet também merece, e ela levará o prêmio.
Melhor ator coadjuvante
Após sua assustadora interpretação como o Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas", a única coisa entre Heath Ledger e o Oscar é, ironicamente, a mesma coisa que o torna um grande favorito: ele está morto. Hollywood gosta de homenagear os astros que partiram, mas prefere reservar o Oscar para pessoas cujas carreiras serão beneficiadas pelo empurrão.
Se a lógica prevalecer, este é o ano de Josh Brolin. Sua atuação como o supervisor Dan White em "Milk - A Voz da Igualdade" consegue fazer o homem que atirou em Harvey Milk e no prefeito de San Francisco, George Moscone, parecer uma figura triste e até mesmo simpática, e seu trabalho talentoso em "Onde os Fracos Não Têm Vez" (2007) e "W." (2008) também não prejudica.
Michael Shannon é um novato "feliz apenas por ter sido indicado". A vitória de Philip Seymour Hoffman como melhor ator por "Capote" (2005) ainda é muito recente e o trabalho humorístico de Robert Downey Jr. em "Trovão Tropical" utiliza muito pouco do talento formidável do ator.
Dito tudo isso, a Academia não tem outra forma substancial de homenagear o filme de maior bilheteria do ano, "Batman - O Cavaleiro das Trevas", e Ledger se tornará apenas o segundo ganhador póstumo de um Oscar de interpretação.
Melhor atriz coadjuvante
Tradicionalmente a categoria mais aberta entre as seis principais, ela está novamente indefinida. Presumindo que Amy Adams e Viola Davis dividam os votos para "Dúvida" -é raro que uma candidata por um filme com duas indicadas na mesma categoria vença- a disputa ainda está bem aberta entre três tipos favoritos da Academia: a bela estrangeira, o talento emergente e a atriz de composição veterana despretensiosa.
Se Marisa Tomei não tivesse ganho o mesmo prêmio por "Meu Primo Vinny" (1992), ela ficaria com ele aqui. Dessa forma, Penélope Cruz, por "Vicky Cristina Barcelona", e Taraji P. Henson, por "O Curioso Caso de Benjamin Button", são ligeiramente favoritas. Cruz demonstrou nos últimos anos que sua beleza estonteante não a impede de ser uma atriz talentosa, e não prejudica estar em um filme de Woody Allen: ele é uma espécie de especialista nesta categoria, já tendo dirigido nove indicadas ao prêmio de melhor atriz coadjuvante, sendo que duas ganharam.
Mas Henson, que juntamente com Davis são as únicas duas afro-americanas indicadas nas grandes categorias neste ano, levará o prêmio por seu trabalho como a mãe adotiva do personagem-título de "O Curioso Caso de Benjamin Button".
Do Hollywwod Watch
O que é mais importante lembrar: essas apostas não dizem respeito a "quão boa foi a atuação", mas a "quem deve vencer o Oscar". E não se trata de quem você acha que deve vencer, porque os eleitores da Academia não são como você ou seus amigos. Eles assistem a mais filmes e os assistem como pessoas de dentro da indústria, o que significa que eles têm mais consciência do mecanismo por trás da mágica e, portanto, ficam mais impressionados quando a mágica supera o mecanismo.
Eles também conhecem os indicados, motivo pelo qual pessoas mais queridas tendem a vencer as menos apreciadas, como quando Alan Arkin superou Eddie Murphy na categoria de melhor ator coadjuvante há dois anos, apesar das atuações parecerem sugerir o contrário. Todos os eleitores trabalham na indústria cinematográfica americana, o que significa que preferem premiar filmes americanos em vez de estrangeiros e preferem filmes com grandes equipes e elencos do que os independentes, feitos com orçamento minúsculo, porque são os filmes grandes que criam mais empregos na indústria cinematográfica americana.
Mas só é possível se colocar no lugar dos eleitores da Academia até certo ponto, e toda previsão no final representa pouco mais que um palpite. Dito isso, eis aqui nossos palpites.
Melhor filme
A disputa deve ficar entre "O Curioso Caso de Benjamin Button" e "Quem Quer Ser um Milionário?", representando respectivamente a grande produção de estúdio, repleta de astros, que Hollywood ama com sua cabeça -e sua carteira- e a produção independente pequena, fora do radar, que Hollywood ama com seu coração.
"Frost/Nixon" tem uma escala pequena demais para este prêmio, "Milk - A Voz da Igualdade" é considerado mais uma exibição de interpretação do que um filme brilhante e "O Leitor" perderá votos dos fãs de "Foi Apenas um Sonho", pois o consideram o segundo melhor filme de Kate Winslet no ano.
Qual levará o prêmio? Provavelmente "Benjamin Button": "Quem Quer Ser um Milionário?" é caloroso, mas a Academia não vai querer encorajar outros cineastas a terceirizarem suas produções para a Índia, de custos mais baixos.
Melhor diretor
Hollywood está cheia de gente que adora o talento narrativo e visual de David Fincher, mas detesta sua inclinação por temas sombrios e radicais como "Alien 3" (1992), "Seven - Os Sete Crimes Capitais" (1995) e "Clube da Luta" (1999). "O Curioso Caso de Benjamin Button" é o filme de Fincher pelo qual todos esperavam e ele lhe renderá um Oscar. Seu maior adversário é Danny Boyle, de "Quem Quer Ser um Milionário?", mas os melhores filmes de Boyle foram feitos fora de Hollywood, de forma que ele carece do eleitorado de Fincher.
Ron Howard, de "Frost/Nixon", é muito querido e apreciado por seu talento em produzir filmes, mas seu talento como diretor não é universalmente admirado, de forma que o Oscar por "Uma Mente Brilhante" (2001) parece suficiente para a maioria das pessoas. Gus Van Sant também tem grande apreço pelo estranho e toques de autopiedade, apesar de tê-los atenuado em "Milk - A Voz da Igualdade", e o geralmente respeitado Stephen Daldry sofre com o fato de "O Leitor" não ter sido muito visto.
Melhor ator
Há três candidatos sérios nesta categoria, que como sempre é muito forte. A indicação já é o Oscar de Richard Jenkins -um ator de composição veterano que está brilhante em "The Visitor", mas é uma interpretação sutil que carece de pirotecnia e, além disso, quase ninguém viu o filme. Sean Penn realiza seu trabalho excelente habitual em "Milk - A Voz da Igualdade", mas sua vitória nesta categoria em "Sobre Meninos e Lobos" (2003) ainda está fresca na lembrança dos eleitores.
Frank Langella, de "Frost/Nixon", é um veterano experiente que oferece uma interpretação de mestre como uma figura histórica real, tudo isso atraente para a Academia, assim como o retorno de Mickey Rourke em "O Lutador", que traz uma história de redenção pessoal, algo que sempre tem apelo em Hollywood, onde até mesmo os superastros sentem que estão a um passo em falso do status de "Por onde anda?". Em outro ano, Langella e Rourke seriam os prováveis vencedores, mas este é o ano de Brad Pitt.
Pitt há muito é admirado em Hollywood por investir em uma longa série de filmes sérios, artisticamente exigentes, em vez de lucrar com sua aparência. Além disso, ele mantém o foco em seu trabalho sem deixar a vida pessoal descrita nos tablóides engolir sua carreira. Em "O Curioso Caso de Benjamin Button", ele envelhece 80 anos - ao contrário!- e oferece uma forte interpretação sob camadas e camadas de maquiagem, algo que impressiona a maioria dos atores que compõem Academia.
Melhor atriz
Esta categoria, muitas vezes fraca, está forte neste ano, mas as cinco candidatas se resumem a apenas duas no final. A indicação de Melissa Leo por "Rio Congelado" lhe assegura melhores papéis e melhores salários, o que lhe servirá como premiação suficiente pela Academia. Angelina Jolie tem um trabalho sólido em "A Troca" de Clint Eastwood e a idéia de um Oscar para o casal, um para ela e um para Pitt, é sedutora, mas o filme foi ofuscado por "Gran Torino" do próprio Eastwood. Anne Hathaway ganhou imensa credibilidade artística por seu trabalho semi-improvisado em "O Casamento de Rachel" de Jonathan Demme, mas ela é jovem demais para vencer em uma categoria que geralmente prefere indicadas mais maduras.
O que deixa a maior indicada ao Oscar de todos os tempos, Meryl Streep, contra a mulher considerada a candidata mais provável a herdar sua coroa como "a melhor atriz não coroada de Hollywood", Kate Winslet. A atriz de 33 anos já conta com seis indicações, o dobro do que Streep tinha na idade dela. Mais importante, Winslet nunca ganhou, o que representa o segundo maior insulto em Hollywood: se ela não ganhar neste ano, ela ficará empatada com Deborah Kerr e Thelma Ritter como as atrizes mais indicadas sem nunca ganhar, e ficará atrás apenas de Peter O'Toole, que só perdeu sua sexta disputa quando tinha 49 anos. O trabalho de Streep em "Dúvida" é soberbo - o tipo de papel perfeito para o talento dela - e, após 26 anos sem ganhar um Oscar, ele seria merecido. Mas Winslet também merece, e ela levará o prêmio.
Melhor ator coadjuvante
Após sua assustadora interpretação como o Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas", a única coisa entre Heath Ledger e o Oscar é, ironicamente, a mesma coisa que o torna um grande favorito: ele está morto. Hollywood gosta de homenagear os astros que partiram, mas prefere reservar o Oscar para pessoas cujas carreiras serão beneficiadas pelo empurrão.
Se a lógica prevalecer, este é o ano de Josh Brolin. Sua atuação como o supervisor Dan White em "Milk - A Voz da Igualdade" consegue fazer o homem que atirou em Harvey Milk e no prefeito de San Francisco, George Moscone, parecer uma figura triste e até mesmo simpática, e seu trabalho talentoso em "Onde os Fracos Não Têm Vez" (2007) e "W." (2008) também não prejudica.
Michael Shannon é um novato "feliz apenas por ter sido indicado". A vitória de Philip Seymour Hoffman como melhor ator por "Capote" (2005) ainda é muito recente e o trabalho humorístico de Robert Downey Jr. em "Trovão Tropical" utiliza muito pouco do talento formidável do ator.
Dito tudo isso, a Academia não tem outra forma substancial de homenagear o filme de maior bilheteria do ano, "Batman - O Cavaleiro das Trevas", e Ledger se tornará apenas o segundo ganhador póstumo de um Oscar de interpretação.
Melhor atriz coadjuvante
Tradicionalmente a categoria mais aberta entre as seis principais, ela está novamente indefinida. Presumindo que Amy Adams e Viola Davis dividam os votos para "Dúvida" -é raro que uma candidata por um filme com duas indicadas na mesma categoria vença- a disputa ainda está bem aberta entre três tipos favoritos da Academia: a bela estrangeira, o talento emergente e a atriz de composição veterana despretensiosa.
Se Marisa Tomei não tivesse ganho o mesmo prêmio por "Meu Primo Vinny" (1992), ela ficaria com ele aqui. Dessa forma, Penélope Cruz, por "Vicky Cristina Barcelona", e Taraji P. Henson, por "O Curioso Caso de Benjamin Button", são ligeiramente favoritas. Cruz demonstrou nos últimos anos que sua beleza estonteante não a impede de ser uma atriz talentosa, e não prejudica estar em um filme de Woody Allen: ele é uma espécie de especialista nesta categoria, já tendo dirigido nove indicadas ao prêmio de melhor atriz coadjuvante, sendo que duas ganharam.
Mas Henson, que juntamente com Davis são as únicas duas afro-americanas indicadas nas grandes categorias neste ano, levará o prêmio por seu trabalho como a mãe adotiva do personagem-título de "O Curioso Caso de Benjamin Button".
17.2.09
Essa iniciativa começou ano passado em São Paulo e agora se extende por algumas outras cidades do Brasil. É o Restaurant Week Brasil, onde, por duas semanas, vários restaurantes, incluindo os bons, servem pratos por R$25 + R$1 no almoço e R$39 +R$1 no jantar. O um real extra vai para o Ação Criança.
Em Brasília vai rolar entre 6 e 19 de Julho. Anote na agenda e confira a relação de restaurantes participantes.
A nota triste só vai para o nome do evento. Por que em inglês? Eu, hein...
Restaurant Week
Em Brasília vai rolar entre 6 e 19 de Julho. Anote na agenda e confira a relação de restaurantes participantes.
A nota triste só vai para o nome do evento. Por que em inglês? Eu, hein...
Restaurant Week
4.2.09
3.2.09
Eu ainda não sei como ainda tem gente que chama o Millôr de jornalista. Deve ser o automático. Porque Millôr deixou de ser jornalista há muito tempo. Basta acompanhar sua página na Veja. É artigo aquilo lá? É notícia? É análise? Não, não é nada disso. Millôr é artista há muito tempo. E dos bons. E dos modernos. Seu desenho é incrível,é de um refinamento agressivamente pós-moderno. E o que falar de seus textos? Impecáveis, como os de todos os bons jornalistas do passado. Millôr passeia tranquilamente pela literatura, pelas artes plásticas, pelas intervenções no maior semanário do país. Por isso, faço aqui um apelo: parem de rotular o caboco de jornalista. Ah, em tempo: leiam A verdadeira história do paraíso, publicado em 1972. Bom para quem gosta de desenho, de texto e dos dois ao mesmo tempo.
2.2.09
Um beijo roubado é uma bobajada só. O roteiro não decola e há muitas outras histórias de amor, traição, perdão e ódio melhores do que ela. Por todo o ranço que os filmes de amor carregam e provocam nas pessoas, você deve não querer ver esse filme. Mas vá. A fotografia é linda e realmente cria o clima que o filme precisa. A direção de arte também acerta no ponto. Norah Jones, que atua em seu primeiro filme, não tem o suceso de Paulo Miklos em O invasor, mas manda bem. E a trilha então? Comandada por Ry Cooder, traz muitos jazz bom. Se você gosta mesmo de cinema, vá ver Um beijo roubado, ignore o roteiro e delicie-se com as parcas cenas bem filmadas, uma fotografia excelente, uma arte idem e um som ibidem.
28.1.09
Geralmente, as boas livrarias e revistarias não vendem seus produtos na web. Eu não sei porquê. Talvez porque elas queiram manter a exclusividade do comprador e não sair vendendo para todo mundo. Ou porque os donos sejam uns manés que não sabem nem entrar na net. Ou porque sei lá. Enfim, a Comix, uma ótima loja de quadrinhos de SP está vendendo suas coisas pela web. Eu disse ótima porque os clássicos que estão à disposição são bem mixurucas e não tem nenhuma graphic novel...fueda. Mas enfim, já é um começo.
Comix
Comix
27.1.09
21.1.09
Vai logo lá ver o trampo de grafiti desses cabocos, Tha & Theti. Para ver mais trampos deles, vai na rua Pedro Taques, uma travessinha minúscula da Consolação. Se não estou ficando velho, a mesma rua do Drosophila. Ainda existe? Tô precisando ir a SP.
Itororó Gallery
Itororó Gallery
19.1.09

Com certeza vocês conhecem o trabalho do ilustrador Adão. Como fazia tempo que não via o trabalho dele, dei uma passada no blog dele e me diverti horrores. Vale a pena.
15.1.09
A Adidas acaba de lançar um blog pra linha de roupas Originals. Fala de cinema, moda, música, arte e, claro, esporte. Confere lá.
13.1.09
9.1.09
Começou com uma brincadeira mas que se espalhou por toda a agência e agora eu estou postando aqui. É o Radiohead Cup, uma tentativa de descobrir qual música brazuca também dá vontade de cortar os pulsos, chorar e esperar o sangue escorrer. As músicas foram sorteadas e vão duelar até a grande final.
No jogo 1 temos um representante do sertão sofrido, suado e muito Graciliano Ramos: Luiz Gonzaga contra nosso ex-ministro Gilberto Gil, super-homem (a canção). Assistam e votem!
No jogo 1 temos um representante do sertão sofrido, suado e muito Graciliano Ramos: Luiz Gonzaga contra nosso ex-ministro Gilberto Gil, super-homem (a canção). Assistam e votem!
7.1.09
Opa, hoje estou bastante musical. E como vocês já sabem, está passando o especial da Maysa na TV. Por coincidência, o show do Radiohead no Brasil está se aproximando e eu acabo de descobrir um pianista chamado Vitor Araujo. E o que isso tudo tem a ver? Ao ver o seriado, lembrei que Maysa é a Radiohead brasileira de 60/70, aliás, quase todos que fizeram samba-canção o são: Zé keti, Cartola, Jovelina Pérola Negra...e por aí vai.
Quem prefere uma referência mais atual pode dar uma sacada nesse pianista. O cara tá deixando os eruditos de cabelo em pé. É radiohead também.
Quem prefere uma referência mais atual pode dar uma sacada nesse pianista. O cara tá deixando os eruditos de cabelo em pé. É radiohead também.
5.1.09
22.12.08
Entonces, é hora de diversão. o melhor site de detonados, reviews, lançamentos para xbox, ps3, ds e psp:gamespot

Essa época é um saco. Você recebe 500 cartões de Natal, todos dizendo a mesma coisa. Mas, hoje recebi um muito interessante. É de uma dupla de artistas de SP amigos meus. É um apanhado da produção deles em 2008. Para ver o trampo in loco, vá a rua Pedro Taques, é descendo a consolação, umas 4 ou 5 ruas depois da paulsta. Não tem erro. Para quem não mora em SP, visite o site
17.12.08
É assim que define seu trabalho o fotógrafo francês JR. O que, basicamente, ele faz é passar meses em uma comunidade em situação de risco pelo mundo (aqui ele fotografou o Rio, mas também teve passagens pelo Sudão, Quênia e outros países africanos), fotografar pessoas interessantes, imprimir as fotos em telas enormes e montar a exposição nas paredes e escadarias da própria comunidade. Mas além da traquitana original JR revela e dá vazão à pessoas que vivem a margem de tudo. O título é o link para o projeto 28mm: mulheres. Dá uma olhada. No mínimo, interessante.
16.12.08
Um coletivo (como tá na moda essa palavrinha, né?) de artistas de Brasília se juntaram e fizeram essa revista que nada mais é que um fanzine melhorado. Não desmerecendo, mas só para você sacar de qual é dessa revista. HQs diferentes, desenhos bacanas, vale a pena. Clica no título e dá uma olhada no blog dos caras.
O fim de ano está chegando e é hora de relaxar no trabalho. Só não deixa seu chefe saber disso. Bom, liga o fone e escuta esse som. Maps da bandinha Yeah Yeah Yeahs.
yeah yeah yeahs - maps from DonavanJ. on Vimeo.
yeah yeah yeahs - maps from DonavanJ. on Vimeo.
Eu sei que vocês são inteligentes e, por isso, acompanharam a série Alice da HBO que acabou neste último domingo. A série é tão interessante que vale a pena comprar o DVD quando sair. Porque a HBO não vai dar esse mole de não lançar a série em DVD. Se liga que em janeiro vc encontra esses disquinhos. Tomara.
11.12.08
Que primor de abertura. parabéns, Mateus.
Via brainstorm9.
Capitu - Abertura from Carlos Bêla on Vimeo.
Via brainstorm9.
Capitu - Abertura from Carlos Bêla on Vimeo.
8.12.08
Quando fui ver Vicky Cristina Barcelona esse final de semana, me encontrei com uma pessoa muito importante do cinema nacional e brasiliense: o documentarista Wladimir Carvalho. Entre outros bons filmes, ele filmou Barra 68, sobre a invasão militar na Universidade de Brasília em 1968. Vale a pena procurar na web.
Allen melhorou. Se é que ele já foi ruim algum dia. A europa lhe fez bem e ele mostra isso em Vicky Cristina Barcelona. Logo no começo ele dá uma porrada na cabeça da indústria americana: créditos simples e completos em fundo preto e vamos logo pro filme que é o que interessa. O roteiro é bom e dá para ver Allen em cada detalhe. Ainda continua filme de redator (se vc não é publicitário, não vai entender esse comentário), texto pra cacete, muita falação. Sexo do bom e em quantidade para agradar ninfomaniaco. E, histórias abertas no final. Já vi isso em Linha de passe e outros filmes recentes. Será que isso é tendência? Você tem que ver Vicky Cristina Barcelona, é diversão na certa.
5.12.08
2.12.08
Eu juro que é a última vez que eu falo sobre internet 2.0. Já está mesmo enchendo o saco. Mas é que a Superinteressante de dezembro trouxe uma reportagem sobre a origem da Bíblia, o que tem tudo a ver com o tema. Resumindo, a reportagem mostra que a Bíblia foi escrita e re-escrita por milhares de pessoas, de monges copistas a sábios judeus, ou seja, uma verdadeira obra colaborativa. O resultado? Livro traduzido para 300 idiomas, publicado mais de 11 milhões cópias ao ano, livro mais influente do mundo. E aí, precisa dizer que para estourar a boca do balão sua obra TEM que ser 2.0?
28.11.08

Esse post é para mostrar que eu estou totalmente defasado. A editora panini lançou em agosto (há 3 meses atrás) a primeira edição do Turma da Mônica Jovem, uma HQ com Mônica e o agora Cebola crescidos. Para quem passou a infância lendo gibis da turma é bizarro. Quem começou a ler agora deve até achar legal (já foram lançadas 3 volumes que venderam 500 mil exemplares).
27.11.08
25.11.08
17.11.08
14.11.08
12.11.08
Para quem não sabe, a Lomo é uma fabricante russa de máquinas fotográficas que fizeram um baita sucesso nos anos 80. Elas são bem simples mas fazem umas imagens muito boas. Saturam, distorcem, puxam as cores, criam rings. Elas são fodásticas. Praticamente as super-8 da fotografia. Então, eu acabo de adquirir as minhas (Diana+ e pop9) e estão vindo da tão longe, tão perto Viena, Áustria. A DHL, que está trazendo a encomenda, rastreia o produto e você acompanha tudo online. As bichinhas sairam da Austria, foram para a Eslováquia, depois Alemanha, seguiram até a Holanda e finalmente despacharam para SP. Tô tão na pilha que dá vontade de levar as danadas por esse roteiro de novo, só que fotografando, claro. No título tem o link da sociedade lomográfica.
9.11.08
5.11.08
Eu devia cobrar por dar tantas dicas assim. Mas isso é viagem prum outro post. Vamos lá: você conhece o Saul Williams? É um caboco filósofo que canta rap alternativo, é ator, faz umas performances bem malucas e ainda escreve. Mas eu não queria falar dele não. Achei legal os trampos da esposa dele, a artista Marcia Jones. Clica no link que ela ilustrou o site dele.
www.saulwilliams.com
www.saulwilliams.com
4.11.08
30.10.08
29.10.08
28.10.08
Não vale para quem está em SP. Isso porque vocês, provavelmente, já devem conhecer, já devem ter ido ao espetáculo e devem achar esse post ridículo e antigo. Então não vale pra vocês. Mas se você não é de SP, divirta-se (clicando no título) com esse espetáculo teatral. Para ver in loco, vá para a terra dos manos.
27.10.08
Última parada - 174. Moroso, confuso, sem foco. Acho que Barreto se perdeu, sem saber ao certo o que contar. Não é bem a história do Sandro, não é bem a história do seu chapa Alessandro. Não é bem a história da sua mãe (adotiva?), nem a história da ongueira fundadora da Infância para todos. Também não é do sequestro em si. Se não é a história de nada disso, é a história de quê? Boa pergunta. Fiquei feliz só pela equipe técnica que não deixou a peteca cair. Bem filmado, bem fotografado, bem editado, bem masterizado. E só.
24.10.08
23.10.08
Achei o site do projeto. É bem parecido com o projeto que participei em 2003, A Cara de São Paulo. Andrew desenvolveu filme, site e livro de retratos. O link do site está no título. O link da Cara de SP vai abaixo.
http://fotosite.terra.com.br/novo_futuro/barme.php?http://fotosite.terra.com.br/novo_futuro/ler_noticia.php?id=2267
http://fotosite.terra.com.br/novo_futuro/barme.php?http://fotosite.terra.com.br/novo_futuro/ler_noticia.php?id=2267
Sabe aquela mulher maravilhosa? Peitão, bundão, gostosa pra kct mas que se chama Juciara? Então, Busca implacável é assim. Um belissimo filme com nome de piriguete. Mas deixe o nome pra lá, pq o filme é interessante. O cara é um ex-agente que vai resgatar sua filha sequestrada. um 007 sem belas mulheres, sem pirotecnia, sem mentiradas. Uma boa pedida para uma quinta despretensiosa que nem hoje.
22.10.08
Todo mundo pensa que puta, publicitário e jogador de futebol tem vida profissional curta. É verdade, mas toda regra tem sua exceção. E uma delas foi retratada no documentário 69 - Praça da Luz, de Carolina Marcowicz, que mostra o cotidiano de 5 prostitutas que passaram dos 60 e continuam trabalhando no centro de SP. O profissão repórter já beliscou o tema, mas o documentário é bem melhor. Você pode assistir no Porta Curtas da Petrobras.
www.portacurtas.com.br
www.portacurtas.com.br
20.10.08
Conheci esse filme ano passado quando filmei uma campanha publicitária com o diretor dele, o Marcelo Galvão. Na época o filme passou na Mostra de SP e foi bem recebido. Agora o Terra TV disponibilizou todo o material online, inclusive seus 4 finais. Mesmo com baixo orçamento, é bem filmado (apesar de ser HD), os diálogos são ótimos e as situações melhores ainda. Clica no título e confira.
Por acaso vi 300 de Esparta ontem. Não, não é a versão que fizeram baseada no quadrinho do Frank Miller. É a de 1962, de Rudolph Maté.E fica claro como ele troca a batalha pelos diálogos. Tudo é mais explicado: as posições de câmeras, os diálogos, a montagem. Botei dois links, um para o filme de Zack Snyder e o outro para o de Maté. Dois jeitos diferentes de contar a mesma história.
300, Zack Snyder
http://www.youtube.com/watch?v=OXJx-XOBtIM&feature=related
300 Spartans, Rudolph Maté
http://www.youtube.com/watch?v=03kBDmLZsy8
300, Zack Snyder
http://www.youtube.com/watch?v=OXJx-XOBtIM&feature=related
300 Spartans, Rudolph Maté
http://www.youtube.com/watch?v=03kBDmLZsy8
15.10.08
14.10.08
8.10.08
6.10.08
3.10.08
Eu vi Lobisomem ontem. Um clássico do cinema trash. Trash por causa da produção e de falhas bestas no roteiro. Onde já se viu 20h a cidade estar dormindo? Impossível hoje. O casal sai para um passeio às 20h e é atacado pelo temível lobisomem. Me poupe. Mas tem uma coisa interessante em ver filme antigo: como eles entendem cada cena. Todas começam com quadros bem abertos, para você saber bem onde está, para aí sim contar a história. Enfim, quando escrever um roteiro lembre-se que os efeitos sempre vão melhorar. Se quer que seu drama não vire comédia, tenha um bom argumento.
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