2.4.07

Vá ver 300. O quadrinho é bem melhor que o filme, mas mesmo assim: vá ver o filme. Sei que não se deve comparar mídias, mas o quadrinho continua sendo melhor.
Cada segundo tem 24 frames. Em 120 minutos de projeção...deve dar uns 172.800 frames. Deve ser mais ou menos isso o número de layouts que dá para tirar do filme.

Depois do filme, vá direto pra academia. Vai malhar, seu gordinho.

2.3.07

Chegou 2007. E você, já conhece o segredo?

www.thesecret.tv

8.12.06

http://www.afraudedoseculo.com.br/

4.12.06

Procurem nas bancas. É bem fácil de achar. Não tem nome na capa, nem número de edição. Não tem nada na capa. Uma revista que traz trabalhos de artistas plásticos e designers gráficos. Pura imagem. Parabéns pelo arrojo de não colocar uma palavra na publicação inteira.

24.11.06

Vi Fica comigo esta noite, de João Falcão. Ótimo. Filme para descontrair, despretensioso, não na ambição ou na realização, mas no humor. Mostra que um filme pode ser leve. E não há nada de errado com isso. Foi um carinho. O tapa veio de manhã. Terráqueos ( Earthlings), documentário sobre o tratamento qu damos aos animais. Pode ser facilmente encontrado no youtube. Recomendo os dois. Depende do seu estado de espírito.

10.11.06

Definitivamente faz tempo que eu não vejo cinema. Muito mais ainda cinema bom. Não estou dizendo que Os infiltrados de martin Scorsese é o melhor filme do ano, mas tem uma trama interessante. Vá ver, mas não se prenda à trama. O mais legal são os pequenos detalhes de direção e fotografia. Vá ver. Porque final de filme de espionagem todo mundo já sabe qual é.

25.10.06

Imagine-se artista. Você preferiria trabalhar em outra atividade e viver frustrado ou viver de arte mas saber que o comprador das suas obras as destrói depois que compra?

11.10.06

A Disparate Corporation está chegando ao Brasil. Alguém sabe que m... é essa?

4.8.06

Fazia um tempo que eu andava meio assim com música...

Até escutar St Elsewhere, do Gnarls Barkley.

Vale a pena escutar. Até mesmo o ritmo-chiclete de Crazy.

25.7.06

Para quem vive reclamando que as oportunidades não aparecem:

www.fiat30anos.com.br

procure pela MOstra Fiat de Arte Contemporanea

27.6.06

Filme da vez: Noiva Cadáver, do Tim Burton. Tem gente que encaixa como mais uma produção bizarra do Tim Burton. E não deixa de ser. Mas por que é que não pode ser? O que você tem contra o fantastico? Ou o fantasioso? Histórias mirabolantes..personagens esdruxulos...nãõ há mal neles.
Viva a loucura porque você é um pé no saco.

22.5.06

Tirando o bafafá e todos os comentários inflamados, Código Da Vinci é sim um bom filme. Nada que mereça marcar a história do cinema, mas o roteiro é muito bom. Howard, o diretor, explorou bem os detalhes que ligam a trama de Dan Brown. Mas a coisa mais importante do filme é um óbvio que todo católico deveria saber: o cristianismo é uma politicagem só. Não em sua origem mas em combates de grupos internos por poder. Só isso é um prato cheio pro cinema.

10.5.06

www.interesting.com

5.5.06

Os irmãos Coen erraram ao fazerem Matadores de velhinhas. O resultado não ficou bom. O erro? Não foram eles que escreveram a história. Se basearam em um conto já existente. De resto tudo vai bem: os personagens são bons, com exceção do negão que acabou ficando preconceituoso e caricato, a direção é boa, a luz também... Mas o que não ajuda é a história. Cada plot point sem vergonha viu?

2.5.06

Não tem muito que falar não. É pegar e assistir. Anos 80 total, para quem tem mais de 25 vai se lembrar de como era viver naquela década. Boa sessão da tarde.

25.4.06

Tomem cuidado com arte contemporanea. Um jeito visual interessante de escrever pode prender você. É o que acontece com Metabiótica, de Alexandre Órion. A interferência na foto é muito interessante. Mas não passa disso. O diálogo dos elementos é raso e disperso. O humor atrapalha o quê de social das outras fotos. O lado infantil também atrapalha. E no final, do que ele está falando? Para onde essa obra vai? Acho que esse artista pode ir além. Mas ainda não foi o caso.

24.4.06

O porteiro, indiferente, bocejou ao abrir a porta. O elevador não permitiu nenhuma conversa. Ela queria falar, a porta lhe impediu. Ela o olhava como se pedisse um pouco de atenção. Ele só estava com fome.
Deitada na cama, a luz fraca da noite iluminava a cômoda. Os olhos marejados impregnavam o móvel com tristezas. Logo aquele móvel, que trazia escondidas pelas sombras fotos de pretensa alegria. O tempo lava mais fácil a felicidade mentida. Ao lado, o namorado grunhia recados de amor barato. Amava mais o travesseiro que a ela.
A cômoda insistia em lembrá-la do pai. Era como um telão a passar momentos da tortuosa infância. O pai, filho de caminhoneiro, praticamente não vivia em casa. Foi criada pela mãe, pela tia e pela amante do pai. Sendo as últimas duas a mesma pessoa. Ambas irmãs sempre souberam de tudo. O marido e amante as obrigava a se deitarem juntas. Esquálidas, nada podiam contra ele. Um sujeito animalesco. Mas tinha a decência de deixar a meninota dormir em um quarto separado enquanto surrava palavras ao ouvido delas e da comunidade inteira.
Ela tinha só 12 anos, quando uma noite ele parou sem roupas em frente à sua cama. Ela acordou esbaforida. Calmo, mandou-a colocar a boca em suas partes. Gritou. Sem forças, a mãe escondida na penumbra da porta consentia com lágrimas. Só levantou porque era sua filha. A tia, convivendo há anos com essa dor, músculos enrijecidos pelo sofrimento, pensava que as coisas poderiam ficar menos difíceis com a vinda de uma nova carne. Mesmo sendo a de um membro da família.
Ela obedeceu. Colocou-o na boca e quis logo tirar assim que o sentiu endurecer. O amante não deixou. Segurou-a pela nuca, como se fazem com os cachorros. Facilmente alcançou sua garganta. No segundo depois, arremessou-a contra a cabeceira dura da cama. A mãe continuava a observar tudo da entrada do quarto.
De súbito, entra no quarto e enfia o dedo na vagina da filha. Pronto! Chega! Já não é mais virgem, gritava. E chorando se recostou no guarda-roupas e foi deslizando até o chão. Viu a filha carregar a dor que ela não conseguira suportar em trinta anos. Não, não, não.
Fora um ato impensado. Não se lembrara dos momentos de ousadia que tivera nesses anos todos de casados. A mão suja de graxa a refez lembrar. Destroçada por um simples safanão, não conseguiu mais levantar.
Gordurento, voltou-se para a pequena e abriu-lhe as pernas franzinas. Ela não derramou uma só lágrima.
A noite parecia calma. Mas as trevas nunca gritam em quando se há agitação. Por que uma lembrança tão antiga veio à tona? Os olhos continuavam marejados. As pernas frias começaram a tremer. A cômoda ainda chamava a sua atenção. Aqueles pensamentos não saíam da cabeça. De repente, um beijo do companheiro. Ele só queria que ela dormisse. Sentiu nojo dele. E da sua boca. Ela não queria mais aquele corpo. O dele e o dela. Tinha repulsa àqueles peitos murchos. Aos cabelos desgrenhados. Às costas que mostravam as costelas.
Um líquido veio aquecer as pernas. Sangue seco não sai do lençol. Não se importou muito, aqueles lençóis não eram dela mesmo. E por alguns minutos, não teve nojo de ter as pernas molhadas e cheirando mal. Sentia a dor se esvair.
A noite não iria gritar. A brisa da janela aberta refrescava o suor nos olhos fundos. O lençol grudava nas pernas. Era só mais uma noite.

17.4.06

Hoje é dia de olhar uma exposição. E por que você precisa fazer isso se você já tem um artista/movimento preferido? Porque arte é renovação. Toda hora fica mudando conceitos, temas e jeitos de ver o mundo. Há também muitos diálogos entre artistas. Se você não vai a exposição, fica parado no tempo e não renova as idéias.

Ok, você chegou a exposição. Geralmente quem não vai muito a exposições fica receoso nas primeiras visitas. Relaxe. Em quase todas as exposições existe um texto do curador ou do artista na entrada do salão. Não leia esse texto! Vá direto ver as obras. Dê uma circulada geral, olhe as obras, pense sobre o que elas estão te dizendo. Não se preocupe se você não entendeu muita coisa. Pense sobre o que você achou das obras. Tente ir além do é bonito ou não. Se você conseguiu formar uma opinião sobre 1 obra, parabéns. Arte não é feita para você entender tudo de cara.

Ok, agora volte e vá ler o texto do curador. Eles geralmente explicam o que a exposição quer passar. O problema desses textos explicativos é que eles são viciantes. Você chega perdido a uma exposição, sem saber o que esperar, sem saber se vai entender e se depara com uma explicação de bandeja, assim, logo de cara. Isso vicia o olhar. Você vê as obras e só enxerga o que o texto disse.

Isso não tem graça. Porque não foi você que descobriu aquilo, pode não ter sido aquilo que chamou sua atenção. Quando você vê primeiro as obras, você vê o que te chama a atenção e pensa sobre isso. E depois você acrescenta o que o curador acha das obras. Você sai com 2 visões diferentes.

Não se preocupe se o que você percebeu é diferente do que o curador disse. Uma obra tem infinitas interpretações e nem sempre o curador vai conseguir abordar a maioria delas.

Você não precisa sacar tudo. Se você aprendeu uma coisa nova, já valeu a pena.

Se você gostou da exposição, procure a biografia do artista no google. É rápido e fácil. E vai te ajudar a entender mais as obras de determinado artista.

13.4.06

O próximo passo é aprender sobre as técnicas. Lembra quando você ia nos museus e tinha um papelzinho do lado do quadro dizendo assim Oléo sobre tela? Ou falando acrilico sobre tela? Hoje você vai saber porque esse papel é importante.

Imagine que você vai desenhar. Pega um lápis e começa a fazer traços. Só que o lápis começa a se esfarelar e o traço não fica exato, fica manchado. Esse lápis é o carvão. Se vocë souber que o carvão desmancha e não faz traços precisos, você não vai reclamar que o desenho está todo manchado quando ver um desenho feito com carvão.

Conclusão: o material influi na obra final.

O Guia inicial:

Tinta a oleo. É uma tinta a base de oléo.(sério?) Ela demora para secar então você pode corrigir pinceladas erradas. Quando você vê um quadro renascentista com aquelas pessoas "perfeitas", saiba que elas foram feitas a oleo. Essa tinta permite isso, que o pintor fique horas durante o quadro, corrigindo, detalhando e olhando os minimos detalhes.

Tinta acrilica. É a base de água, bem mais fácil de manejar. Mas ela seca mais rápido, não dá para ficar detalhando e mudando tanto quanto a oleo. Mas as cores ficam bem mais vivas. Se você fosse pintar algo bem chamativo, com certeza, não pintaria com oleo.

Resumo. A técnica influi na obra. Para que pintar com todo detalhe se eu posso jogar a tinta direto na tela? Comece a reparar como a técnica muda o jeito de ver a obra.

Quando você gostar de um quadro, olhe sua técnica e procure na web. Você vai perceber como isso faz muita diferença na hora de olhar um quadro.

12.4.06

Agora que arte já faz um certo sentido para você, vamos ao passo 2:uma panorâmica. Você precisa conhecer a história da arte.GEral, não se limite a história ocidental. É preciso estudar o que rolou no Brasil e no Oriente. Sim, porque apesar do Brasil ser ocidente, sua arte é muito pouco estudada. Você não precisa ir muito a fundo. Nessa etapa o que vale é ter uma boa noção geral. Tem que sacar como as pessoas se relacionavam com a arte. Vai te ajudar a entender melhor como é a SUA relação com a arte. Talvez você goste das pinturas rupestres, que eram feitas nas paredes das cavernas. Será que é possível fazer um paralelo com o mundo contemporâneo? Talvez www.hotelfox.dk explique alguma coisa.

Para fazer uma panorâmica da arte, acesse:

http://mdi.busca.uol.com.br/framemdi.htm?name=Timeline%20of%20Art%20History&star=3&url=http://www.metmuseum.org/toah/splash.htm
Agora que arte já faz um certo sentido para você, vamos ao passo 2:uma panorâmica. Você precisa conhecer a história da arte.GEral, não se limite a história ocidental. É preciso estudar o que rolou no Brasil e no Oriente. Sim, porque apesar do Brasil ser ocidente, sua arte é muito pouco estudada. Você não precisa ir muito a fundo. Nessa etapa o que vale é ter uma boa noção geral. Tem que sacar como as pessoas se relacionavam com a arte. Vai te ajudar a entender melhor como é a SUA relação com a arte. Talvez você goste das pinturas rupestres, que eram feitas nas paredes das cavernas. Será que é possível fazer um paralelo com o mundo contemporâneo? Talvez www.hotelfox.dk explique alguma coisa.

Para fazer uma panorâmica da arte, acesse:

http://mdi.busca.uol.com.br/framemdi.htm?name=Timeline%20of%20Art%20History&star=3&url=http://www.metmuseum.org/toah/splash.htm

11.4.06

se vc nunca foi a uma galeria, a última vez q foi a uma exposição foi pelo colégio ou dormia nas aulas de arte da escola, este curso é para você.

Aula 1 - Para que arte?

Arte precisa fazer sentido na sua vida. Críquete não me desperta interesse. Não faz sentido para mim. Está fora da minha vida. Se arte não faz sentido para você, arte está fora da sua vida.

Mas, sim, ela faz sentido na sua vida. Mesmo você achando que não.

Quem não tem um estilo musical preferido? Uma música que marcou uma época? Um quadro pendurado na parede de casa? Quem não tem um livro no criado mudo?

Não estou questionando a qualidade disso tudo. Só quero mostrar que arte faz sim sentido na sua vida. É hora de pensar sem preconceitos sobre arte.

7.4.06

Maria, cheia de graça.

Vale a pena ver. A história é triste, não chega a ser um denuncismo exacerbado. O filme meio que anda torto, tropeça várias vezes. Não consegue tomar o público. Mas cambaleante desse jeito, conta com perfeição a história da Maria, uma menina meio cambaleante, que sofre mas não nos desperta o perdão. Um filme gauche.

6.3.06

Todo mundo deveria ler pelo menos um livro do Joel. Ele é bom. Fala das questões negras de um jeito único. E fez isso em Filhas do Vento. Uma beleza de filme. Argumento simples, o que exige muita sutileza para contar.

Filhas do Vento, de Joel Zito Junior

10.2.06

Até ano passado eu também queria fazer mega exposições. Hoje não. Muitas obras dificultam o entedimento, aceleram o tempo de fluência de cada obra e diminui o grau de entendimento.Eu também quero luzes e flashes. Depois que tenham me entendido, claro.

7.2.06

Graças à força do cinema enlatado "Made in USA", muitos atores estrangeiros que, digamos, "atuaram" em filmes de ação e aventura são verdadeiros símbolos de força, masculinidade e bravura no mundo todo. É o caso do trio Bruce Willis, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. Não há quem não lembre de cenas marcantes desses astros em clássicos como "Duro de Matar" , "Rambo" ou "O Exterminador do Futuro". É fato.

Contudo, um outro ator muito mais forte, másculo, bravo e sobretudo talentoso, é, curiosamente, muito menos prestigiado por aqui. Por isso, enumero abaixo algumas verdades indubitáveis sobre Chuck Norris extraídas do site (http://www.chucknorrisfacts.com/):

1 - As lágrimas do Chuck Norris curam o câncer. O problema é que ele é tão macho que não chora nunca. Nunca!

2 - Chuck Norris não dorme. Ele espera.

3 - Chuck Norris está atualmente processando a NBC. Ele alega que "Lei e Ordem" são os nomes patenteados para suas pernas ("Lei" a esquerda, "Ordem" a direita).

4 - Se você pode ver Chuck Norris, ele pode ver você. Se não pode ver Chuck Norris, você pode estar perto da morte.

5 - Chuck Norris contou até o infinito. Duas vezes.

6 - A última página do Guiness (livro dos recordes) diz em letras miúdas: "Todos os recordes do mundo pertencem a Chuck Norris . Nós apenas nos damos o trabalho de listar os segundos colocados em cada categoria."

7 - A Grande Muralha da China foi originalmente construída pra impedir a entrada de Chuck Norris naquele país. Ela falhou miseravelmente.

8 - Se você perguntar ao Chuck Norris que horas são, ele sempre dirá, "Dois segundos até..." Depois de você perguntar "Dois segundos até o quê?" ele dará um roundhouse kick na sua cara.

9 - Chuck Norris vendeu sua alma ao diabo para ter seu visual bacana e suas habilidades incomparáveis de artes marciais. Pouco tempo depois da transação terminar, Chuck Norris deu um roundhouse kick na cara do diabo e pegou sua alma de volta. O diabo, que aprecia ironia, não conseguiu ficar bravo e admitiu que deveria ter previsto isso. Eles agora jogam poker todas as segundas quartas-feiras de cada mês.

10 - Chuck Norris uma vez comeu 72 Kg de carne em uma hora. Ele passou os primeiros 45 minutos fazendo sexo com a garçonete.

11 - Quando Chuck Norris recebe os impostos, ele manda de volta folhas brancas com uma foto dele agachado, pronto para atacar. Chuck Norris não teve que pagar impostos nunca. Nunca!

12 - Chuck Norris era um dos personagens originais do jogo "Street Fighter II". Ele só foi removido porque todos os botões faziam ele dar um roundhouse kick. Quando perguntaram sobre essa falha do jogo, Chuck Norris respondeu: "Que falha do jogo?"

13 - Chuck Norris tem duas velocidades: Andar e Matar.

14 - Uma vez Chuck Norris comeu um bolo inteiro antes que seus amigos pudessem lhe contar que havia uma stripper dentro.

15 - Wilt Chamberlein declarou já ter dormido com mais de 20.000 mulheres em toda sua vida. Chuck Norris chama isso de uma "terça-feira monótona" .

16 - Quando Deus disse "Que se faça a luz!", Chuck Norris falou "Diga 'por favor'."

17 - Uma vez Chuck Norris desceu a rua com uma ereção massiva. Não houve sobreviventes.

18 - Chuck Norris não lê livros, ele os encara até conseguir toda a informação que precisa.

19 - Chuck Norris jogou roleta russa com um revólver totalmente carregado e ganhou.

20 - Chuck Norris não tem um forno ou microondas, pois, como todo mundo sabe, "a vingança é um prato que se come frio."

21 - Chuck Norris pediu um Big Mac no Bob's. Ele foi atendido.

22 - Algumas pessoas usam uniforme do Superman. Já o Superman usa uniforme de Chuck Norris.

23 - Não existe queixo por trás da barba de Chuck Norris, apenas outro punho.

24 - Chuck Norris só passa as noites com a luz acesa. Não, Chuck Norris não tem medo do escuro, mas a recíproca não é verdadeira.

25 - Certa vez Chuck Norris deu um roundhouse kick tão rápido que quebrou a velocidade da luz, voltou no tempo e atingiu um navio chamado Titanic.

26 - Uma vez Chuck Norris desafiou o ciclista Lance Armstrong para ver quem tinha mais testículos. Chuck Norris ganhou por 5.

27 - Armas não matam. O que mata é Chuck Norris.

Enfim, há muito mais a ser dito. Mas não quero me alongar. Só tô avisando para deixar algumas coisas bem claras. Detesto que cometam injustiça com os meus alunos.

4.1.06

O livro do verão: A dieta do Abdomen.
Esqueci o autor.
O melhor livro de nutrição, estilo de vida e outras coisas. Mas a gente conversa sobre o valor nutricional do livro quando o verão acabar.

19.12.05

Vc escolhe uma musica e ele já sabe o que vc quer ouvir

www.pandora.com
Uma nota sobre livros de arte.

Eles custam bem mais caro do que os outros livros.
Eles tiram o espaço dos livros de teoria.
Eles desincentivam as pessoas a irem a exposições, já que as pessoas podem ver as obras em casa.
Mas sem eles, como vamos "conhecer" tais obras?

6.12.05

www.terrorismografico.com.ar

Vale a pena apesar da demora para carregar.

11.11.05

Muito bom o trabalho dele.

www.guedel.biz

9.11.05

Um homem acorda. Ele mora em uma caixa. Sai da caixa e entra em uma menor, capaz de se locomover. Alguns minutos depois, ele sai dessa pequena caixa e entra em uma igualmente pequena, mas que se locomove na vertical. Ao sair, ele entra em uma outra caixa. E passa o dia lá. Ao anoitecer, ele novamente entra na caixa vertical e depois na caixa horizontal e volta para a sua caixa de origem.
Será que existe vida fora da caixa?

3.11.05

Filme da vez: Jardineiro Fiel. Excelente. Tudo do filme é de primeira: direção, roteiro, acting, casting, fotografia. Fiquei orgulhoso de ter sido dirigido por um brasileiro. A história emociona. Conta como laboratórios europeus testam medicamentos no Quênia. Eles usam quenianos como cobaias e não estão nem aí para os efeitos colaterais. O filme é muito mais que isso, mas vou parar por aqui.
Fiquei pensando na mulher que saiu chorando do cinema. Ela, ao contrário do pessoal do laboratório, se importava com as pessoas sendo tratadas como cobaias, com a exploração de um país. Passei pela mulher e me convenci mais ainda da fragilidade humana. De não sabermos lidarmos com as coisas. De termos várias explicações para um fenômeno. Várias vertentes, várias óticas. Me convenci da nossa incompetência perante o mundo, da total ausência de rumo, da inexistência de um manual para a vida. Só isso poderia gerar atrocidades, na visão de um, ou ser só um jeito de ganhar dinheiro, na visão de outro. Só isso geraria indignações no público, até mesmo revolta, ou reações blasé.
Me senti indignado com a situação exposta no filme. Mas minha opinião é só mais uma difusa conclusão dessa vida que não tem manual.

28.10.05

Você é um brasileiro pocoto?

http://wmv.cc/luciano/videos.htm

25.10.05

Conto Moderno


Conheci-a. Olá, aceita um namoro? Não, obrigada. Vamos ao cine então? Ok. Esse filme combina tanto com uma beijoca. Smack. Debaixo do prédio. Teligo amanhã? Não, não precisa. Poxa…tudo bem. Ligo dias depois. Vamos resolver tudo com uma amizade? Vamos, isso estava me matando. Tenho uma novidade: estou namorando. Que canalha.

20.10.05

www.cursododalto.com.br

14.10.05

Todo mundo fala que uma imagem é lida muito mais rápido que um texto. Por isso esse enxurrada de imagem na nossa cabeça: celular que tira foto, ipod com vídeo, mp3 com vcd. Eu discordo. Para mim isso é desculpa para gente continuar burro. Ou você entende um caravaggio em 30 segundos?

http://www.emaus.org.br/galeria/caravagio.jpg
Você sai de casa e vai até a parada de ônibus. Você entra na condução e de repente o motorista pára no meio do caminho. Ele desce do ônibus e entra em uma casa. Depois de algum alvoroço você descobre que ele está visitando a esposa e vai demorar uma meia hora.
Reação sua: ah vá para puta que o pariu motorista.
Reação dos outros: ah di boa. Vamos conversar um pouco.

Isso acontece em Samoa, uma ilha paradisíaca da Oceania.

E você, tá correndo para quê?

30.9.05

http://www.volumezero.org/draw

27.9.05

Para aquela galera que gosta de sair correndo pelado em campo de futebol.

http://www.streaking.co.uk/halloffame01.htm

23.9.05

Vão ver Hotel Ruanda. Nem preciso dizer que o texto é bom pacas. Ah, e imagem tb eh texto viu queridas leitoras.

14.9.05

Filem bom tem que ter um texto bom. Não adianta. Não importa sobre o que é a história. Só interessa como ela é contada. Já vi filme bom sobre lutador de boxe, sobre jogador de sinuca e sobre jogador de poker. Esse é o truque. Tornar interessante uma cena em que o cara vai matar a bola 8 sem matar o bolão. Precisa de um baita texto.

9.9.05

Ele sabe fazer internet, mas fica fazendo isso.


http://www.izpitera.ru/lj/tetka.swf
Você já tentou passar alguma data comemorativa sem dar presentes?

8.9.05

Equação matemática


Definitivamente eu não tenho preferência.

Elas podem ser de qualquer jeito.

Mas que tenham o mesmo dinheiro que eu.

Que saiam para os mesmos lugares.

Eu não quero gordas.

Nem altas demais.

Nem ligadas em moda demais.

Talvez uma pessoa não muito alta.

Não pode ser muito branca.

Eu não procuro por elas o tempo todo.

Nem com a mesma intensidade.

29.8.05

Ei tarados, cuidado! Vcs nao sabem do q um celular com camera eh capaz.


http://www.flickr.com/photos/94886948@N00/35501732/in/photostream/

26.8.05

Li uma crítica sobre shakespeare dizendo que ele só é bom por causa do texto. Que a história nem é lá essas coisas. Mas contada de uma forma excepcional se torna brilhante. A mesma coisa acontece com Closer - perto demais de Mike Nichols. A direção é legal, a fotografia não atrapalha, a atuação tb. Mas o que arrebenta mesmo é o texto. Basta imaginar um diálogo entre um dermatologista e uma fotógrafa. Tem tudo para dar errado, mas não deu. Se eu fosse você ia correndo ver Closer. Talvez você aprenda a escrever um pouquinho.

23.8.05

O filósofo paulista, Sérgio Lima, lançou um livro com apenas 22 frases. O resto são indicações bibliográficas. Apartir de uma frase você deve ler obras de outros autores. Com essa sequencia de estudos, Sérgio vai construindo seu raciocinio.
Infelizmente vou ficar devendo o nome do livro. Prometo em breve avisá-los.

19.8.05

O amor não acaba

O amor acaba em cafés engordurados. Acaba ao meio do cigarro. Ou no desenlace das mãos no cinema. Como se elas soubessem antes que o amor tinha acabado.
O amor não se vai. Ele fica ali. Cigarros nos dedos…aquela fumaça que passa em nossa frente. Que a brisa do vento não responde ao bater em nosso rosto. Os olhos querem ir ao longe, mas não passam da confusão. Tudo o que foi dito sobre o assunto. Onde estavam essas pessoas?
O amor fica. E impregna nas roupas, nas fotos. Daqui há um instante você esquece isso. O amor nunca sai. É ruim…
Pense na tristeza. As mãos já não são mais tão sensíveis. Qual vai ser o próximo passo de dança?
Eu penso todos os dias na mesma coisa. Já não é mais amor.

Colaboração de Paulo Mendes Campos

16.8.05

Dessa vez eu não vou falar nada. Só vejam o documentário Da Vinci, o criador do Sudário?, do National Geographic. É sem comentários.

2.8.05

www.mundoperfeito.com.br
Eu vi Frida, mto bom. A história é boa, o roteiro é bom, os atores são bons. Mas quem comanda mesmo é a diretora Julie Taylor. Mostrar as inspirações que levaram a um quadro de uma pintora que pintava sentimentos não é nada fácil. Ainda mais sem usar palavras.

19.7.05

Vixi maria, cadê nossa privacidade?
earth.google.com
Hj tem celular que acessa internet, ipod que baixa noticia e mais um tanto de gadget pra deixar vc conectado com a mesma noticia que toca na rádio, que passa na televisão e que vc já ouviu todo mundo do trabalho comentar.
Vá ler jornalismo de verdade...

Pif Paf - 40 anos depois.
Millor Fernandes
Editora argumento

12.7.05

A parede


Um dia o cara parou na frente de um quadro e começou a rir. O pintor, achando aquilo tudo muito estranho, se aproximou e perguntou: por que o senhor ri tanto? Olha, a mulher está verde. Mas meu senhor isso é um quadro, não é uma mulher.
Por que a parede de uma casa tem que ser branca? Ou azul? Ou verde? Ou de uma cor só numa chatice sem fim?
Vai parede, me chama para dançar. Me diz algo bonito. Invade o teto e flerta com a luminária, com o quadro, com a cortina. A parede é a única que não tem libido.
Eu quero essa parede imóvel. Imóvel e companheira. Para eu olhar para ela todos os dias. Nos bons e nos ruins.
O que vai ter na minha parede? Não sei…é a parede quem escolhe. A vida é dela.
A minha parede vai ser minha se ela me aceitar. Ela vai dizer algo de mim se ela quiser. Ela vai ser simples ou complicada se ela quiser. Ela só não vai ser livre porque ela não quer.

8.7.05

www.hotelfox.dk
Eu vi Flashdance. Melhor, eu revi. Antes eu achava brega. Agora eu continuo achando brega, mas é muito bom. Não que eu esteja gostando do brega, mas a fotografia é muito boa. O lance de filmar na contraluz, de usar fundo infinito nas cenas de dança, os skylines da cidade. Tudo muito bem pensado e executado. E o aquecimento antes da dança? Cena estourada das partes do corpo, só a luz direta entrando pela janela. Muito bem feito. Vale a pena dar uma olhada no trabalho do diretor: Adrian Lyne.

30.6.05

www.hotelfox.dk

28.6.05

Eu sei que a gente não tem nada de francês. Mas esse livro /HQ merece a atenção. A história é deles lá, mas não deixa de ser boa.


O grito do Povo
Jacques Tardi e Jean Vautrin
Ed. Conrad

http://www.noolhar.com/opovo/vidaearte/479621.html

23.6.05

Formas Inorganicas



Eu vivo na solidão do certo
Do meticuloso enganado
Do traçado
Cada linha passa
Acontece aonde?

Vai linha, vai
Esconde a linha torta
A que cega, a que mostra
A que faz do caos um barato

8.6.05

http://www.nlm.nih.gov/research/visible/visible_gallery.html

29.5.05

Cinema no Brasil é dificil. (Que frase!) Mas todo mundo sabe o nome de um bom diretor ou de um bom filme brazuca, vai no cinema e prestigia. Pois é, lá na China tb é assim, tem diretor bom de montão. Fruit Chan de Holywood, Hong Kong é um deles.

25.5.05

Em tempos de lado negro da força...
www.sithsense.com

19.5.05

Eu não achei o site desse cara. Touhami Ennadre. É um fotógrafo. Mas pode ir no google e procura imagens com o nome dele. A orelha do principal livro dele diz assim: "Ennadre is the Van Gogh of photography..." Talvez eles não estejam mentindo.

11.5.05

O melhor de Benjamim, de Monique Gardenberg, são as cores. As cenas tem muitos objetos brancos e a luz sempre estoura. O interessante é que o branco não fica espacial, não dá aquela sensação de coisa extra-terrena, tipo AI. O branco não cria aura. Bom também quando ela usa as cores para representar o passado, tudo saturado ao invés de lavado. Conta muito quem apresenta um personagem com presente lavado e passado saturado.

4.4.05

www.julesarthur.com

18.3.05

Eu fui ver Madame Brouette, um filme senegalês do diretor Moussa Seme Abssa. E também pensei como vcs agora ao lerem o título do filme: não sabia o que esperar. Porque para nós tudo que vem da África parece longinquo. Mas o que vi foi um filme bem brasileiro, que fala de comunidades pobres, de violência familiar, de pobres que usam da malandragem para sobreviver. De mulheres fortes que lutam para se sustentar. Se eu não tivesse falado o nome do filme, a sinopse aí poderia ser do Central do Brasil, do Cidade de Deus, do Rio 40 graus, do Assalto ao trem pagador...mas não é, é de um filme senegalês. E a gente continua a virar as costas para eles. Até o diretor reclamou, disse que teve que pegar um vôo para Paris antes de vir para cá...

8.3.05

Incentivo para quem fica com preguiça para refazer as coisas...

http://t2.technion.ac.il/~snoom/hand.swf

7.3.05

Eu vi Finding Neverland. Bom. Quem mexe com criação de alguma maneira se sentiu renovado. Ver o roteirista olhar para um tema que já foi tão explorado e conseguir ainda tirar uma boa história é realmente inspirador.

3.3.05

Estão propondo um novo caminho pro mundo...
www.worldjumpday.org

1.3.05

Pés

Passo aqui, passo acolá. Mais um passo. Pés perambulam. Os que perambulam pernoitam por lá mesmo. O pé põe o peso por cima. Tem uns que não. Então o pé pára, pensa e não sabe muito o que fazer. O peso até pede desculpas. Mas não pode fazer nada. Peço perdão ao passo por carregar o peso. Ele pede, eu não. Perdão por ser pesado? Trabalho dele. À pata nada devo. Dever é culpa, e se é meu, não desculpo. Não desculpo, nem perdôo…Perdão pede para ser ponderado. Se ao pó quer retornar: problemas particulares. O pé do peso é dele. O peso do corpo é dele também. Dizem que o pé é pó concentrado. Que seja. Contanto que o peso não pese no passo. Pé…

24.2.05

Não acredito que 98% das pessoas não sejam capazes de resolver essa porcaria.

Teste do Einstein
O cara é foda mesmo. Todo mundo diz que ele não erra nunca na escolha dos papéis, é verdade. O Johnny Depp tá excelente em Janela Secreta. Quem errou foi o roteirista. Que historinha mais chata. Aonde que uma histórias daquelas iria se desenrolar por causa de um plágio? Quando acontece a virada, que é muito boa por sinal, o filme já foi para às cucunhas.

21.2.05

A dança dos guarda-chuvas


Um dia desses me deparei com um anúncio homenageando São Paulo. Vários guarda-chuvas vistos de cima formavam uma famosa garrafa de vodka. Imediatamente me lembrei dos dias chuvosos de verão e de como as pessoas não sabem andar com guarda-chuva. Literalmente, viram açúcar quando chove. Porque elas não conseguem desviar um pouquinho o guarda-chuva para não atingir a pessoa que vem na direção contrária? O que umas gotinhas a mais podem prejudicar a roupa? Afinal, ela foi feita para molhar, óbvio que só na máquina, mas algumas gotas não são motivo para se entrar em pânico.
Fiquei pensando em como é temporal em Paris. Será que as pessoas desviam ou não o guarda-chuva? Eu me molho um pouco para a madame passar, não tem problema. Mas e se for madame com madame? Provavelmente impera a arrogância francesa. Porque essa fama tem que vir de algum lugar.
Já na Inglaterra é o cavalheirismo que emperra tudo. Porque é um querendo que o outro passe primeiro. E como o que aceita primeiro parece ser menos cavalheiro que o outro, ninguém anda. Se bem que com o céu cinza quase o ano todo, eles devem esquecer um pouco disso de vez em quando. Deve ser por isso que nem todo mundo lá é sir.
Infelizmente eu não moro no velho continente. O que também não me livraria de me machucarem com o guarda-chuva. Talvez a Constanza Pascolato devesse escrever um capítulo sobre guarda-chuvas no seu próximo livro. Ótima solução. Enquanto isso não acontece, o jeito é rezar para não encontrar nenhum guarda-chuva vindo em sua direção. Ou para que São Pedro colabore.
Eu só vi filme estado unidense. A vida de David Gale...como perder um homem em 10 dias...nas vésperas do Oscar. Se bem que não teria visto muita coisa diferente assistindo os filmes do Oscar. Dois plot points...apresentacão nos primeiros dez minutos...enredos com dois níveis... personagens centrais e seus circulos de vida....
Nada muito diferente...entediante. :-(

3.2.05

Vão assistir Coisas belas e sujas, de Stephen Frears. É bom. A parte técnica é muito bem executada e o roteiro tem cenas de delírio tipo, "Quem são vcs? Nós somos as pessoas que vc não vê...nós dirigimos seus táxis...limpamos seus quartos...chupamos seus paus..."
Mas o mais legal é que o personagem principal é nigeriano. E não é um filme sobre a história do negro, onde só nesses casos é que um africano vira protagonista. Tá certo que ele não tá nas melhores situações da vida, é um imigrante ilegal, mas só de citar pratos típicos da Nigéria, ter cenas faladas em iorubá, bantu e somali já valem a pena. Mas dá para perceber que ainda tem muita coisa a melhorar. No material promocional quem aparece na foto é a coadjuvante. Mas tudo bem, nada é perfeito.

24.1.05

Elektra é legal. Não empolga como outros filmes baseados em HQ.Até porque o diretor quis que o filme não se parecesse com filme de HQ. Mas aí é que está o mérito, ele pegou uma história de quadrinhos e transformou em filme de gente grande. A fotografia é mto boa, a atuação, a narrativa e o uso intenso de close só mostram que o filme é mesmo adulto. A história só peca mesmo em empolgação, ficou difícil se emocionar com a personagem mas deu uma vontade de comprar os quadrinhos.

20.1.05

Anunciaram agora: a causa da morte do ex-presidente do Mcdonalds foi o excesso de junk food...

18.1.05

Demorou, mas enfim mais um texto.


A Menina do tracinho


O acento que ela mais gostava era !. Gostava tanto que só usava ele. A mãe que sabe: quando era pequena a menina fazia cara de brava, cerrava os dentes e !!!, não queria comer salada no almoço. Chegava a ser engraçado quando lhe perguntavam coisas banais, pois todos já sabiam o que iriam escutar. Era sempre sim!, não!, mais ou menos!. Até o mais ou menos. O maior dos meios-termos vinha com imponência.
E assim ela cresceu, remedando para lá e para cá, acompanhando tudo que dizia, os três tracinhos-pontos. Não queria mesmo saber de outra coisa. !, . , ? , escolhe um: !!!. O gosto era quase um amor. Perguntava afirmando, afirmava afirmando mais ainda e para botar um ponto no final o tracinho sempre vinha por cima.
Na escola a professora já não mais chamava-a pelo nome, apenas levantava a cabeça e olhava, assim como quem dá presença com a ausência da palavra. Não adiantava muita coisa, a menina logo lhe disparava um !. Quem mandou não pronunciar seu nome? Quem mais se irritava era a professora de português. Falava assim: mas minha filha, tentando pela doçura o convencimento, e se você misturar com outras coisas? Pode ser !? ou ?!? ou então !… ou !,. Não adiantava muito, nem as combinações esdrúxulas que inventara na hora mudaram a menina. A essa altura vocês já imaginam o que a professora teve como resposta. Pior foi ver a professora usar uma de suas próprias sugestões como desculpa para a diretora: ?!?. Numa cara assim de quem não sabe que sinal usar para explicar o fracasso educacional.
No recreio quem se divertia eram os meninos. Pura levadice, zombar da condição da coleguinha. Se escondiam atrás das árvores, ficavam a espiar, como se de tocaias estivessem, e ao ouvirem os passos dela, tacavam-lhe pontos aos bocados. Só para verem-na instantâneamente disparar tracinhos para todos os lados. E se riam e se rolavam. Numa malvadeza que deixa saudades.
Mas os tempos das brincadeiras nunca são para sempre. Um dia ficou assustada quando cruzou a árvore e um menino apareceu. Mas estranhamente não lhe tacou um pontinho. Ficou parado, como quem tenta pela primeira vez fazer uma pergunta, mas não fez. Você não vai me tacar um pontinho? perguntou ela, meio sem jeito. Ele balançou a cabeça, meio que dizendo “não, senhora”. Mesmo que ela não fosse uma senhora. E ela sem entender nada, não teve coragem de disparar um tracinho-ponto sequer. Esperou dois minutos. Dois minutos é muito tempo para se esperar por uma pergunta, mas ela não sabia mesmo o que fazer, então esperou.
Ele ainda continuava trêmulo em sua frente, a boca tremendo igual onda quando pedra cai no lago. Ela logo se impacientou, aquela espera enorme tinha deixado-a com muita fome. Jogou dois tracinhos-pontos, como força de hábito e foi-se embora.
Foi quando ele resolveu atacar a pedrinha. E acertou em cheio os tracinhos. Não em cheio porque poderia ter quebrado, o golpe foi tão leve que só entortou os tracinhos. Cada um ficou com uma pequena curva bem no meio do traço. O engraçado é que cada um ficou com uma curva para um lado, como se teimassem com a física e formassem um coração. É, um coração de interrogação.
A menina ficou tão surpresa que !!!. E correu em disparada para casa. Corria de fome e não exatamente de felicidade. Mas era a primeira vez que seus tracinhos tinham mudado e ela tinha gostado. Alguém gostava dela. E ao correr soltava tracinhos pontos. O menino achou que era de felicidade. O estômago achou que era para anunciar a fome. Mas na verdade nem ela sabia ao certo porque soltava aquilo.
No outro dia, ele ficou a esperá-la no portão. É assim que os namorados fazem, não é? Mas a menina distraída, como sempre estava naquela hora, desapercebeu-se do menino no portão. Talvez estivesse tão feliz por se lembrar do lanche de ontem e por ter adorado seu novo pontinho traço que nem viu o responsável por aquilo tudo lhe esperando. Responsável só pelo pontinho traço porque lanche tão gostoso só a mãe dela conseguia fazer.
Na aula ele ainda tentou chamar sua atenção. Mas ela, menina estudiosa, disparava tracinhos-pontos para professora que nunca chamava seu nome na chamada e para os alunos que perturbavam a aula. Sim, eram muitos tracinhos pontos voando pela sala. Ficava quase impossível ouvir o que ele dizia.
Mas no bolsinho do vestido ela guardara o mais especial dos tracinhos pontos: aquele que tinha sido delicadamente atingido pela pedrinha.
No recreio foi atrás do menino, não sabia ainda muito bem pra quê, mas foi. E rodou atrás do pátio inteiro, foi no campinho, na lanchonete, olhou atrás das árvores mas nada de achar o menininho. Até que o viu no parquinho construindo castelos, com uma outra menina. Pareciam felizes. E mesmo sem vê-la foi como se tivesse jogado uma pedrinha e acertado no tracinho ponto especial que ela guardava no bolsinho do vestido.
De repente, escorrendo feito água por um furinho do bolsinho, sairam três pontinhos. Assim sem nenhum traço em cima. Ficou um pouco triste e decidiu pedir para mamãe nunca mais deixar seus vestidinhos furarem. Era assim que os amores acabavam. E nunca mais tacou um tracinho ponto.

10.1.05

www.humanadspace.com

4.1.05

Refrescar a memória é quando alguém te lembra de alguma coisa. Engraçado, o slogan de uma cerveja era refresca até pensamento. Logo o de uma cerveja...

29.12.04

Alguém duvida do q se pode fazer com palitinho?

http://www.shockwave.com/sw/spotlight/hp_music/

27.12.04

O Bernbach devia ter dirigido Cinema Paradiso. O filme é história pura, não tem efeito especial, não tem truque de edição, não tem nada inovador na montagem, na fotografia, na direção que faça a história ser contada de um jeito mais interessante. Isso pq a idéia já basta por si só. Parece aqueles raffs toscos maravilhosos pra volkswagen.

21.12.04

É, eu fui ver os incríveis. É bom. Porque mostra o lugar comum. É uma tendência meio velha já. O shrek já tinha zuado com os contos de fada e mostrado algo que nos é mais comum do que uma realidade idealizada e perfeita. E isso já tinha aparecido em outras áreas, na filosofia, no desenho, nas artes, na psicologia... Tá todo mundo parando de imaginar o principe perfeito e olhando pro umbigo cabeludo. Pensei em duas coisas:como eles fazem pro lugar comum ser tão mais legal que o incrível? Será que as mulheres que assistirem os incríveis vão ficar menos paranóicas? :-)

30.11.04

Nao tem spam pq nenhum leitor posta!!!:-)
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24.11.04

A dança dos guarda-chuvas


Um dia desses me deparei com um anúncio homenageando São Paulo. Vários guarda-chuvas vistos de cima formavam uma famosa garrafa de vodka. Imediatamente me lembrei dos dias chuvosos de verão e de como as pessoas não sabem andar com guarda-chuva. Literalmente, viram açúcar quando chove. Por que elas não conseguem desviar um pouquinho o guarda-chuva para não atingir a pessoa que vem na direção contrária? O que umas gotinhas a mais podem prejudicar a roupa? Afinal, ela foi feita para molhar, óbvio que só na máquina, mas algumas gotas não são motivo para se entrar em pânico.
Fiquei pensando em como é temporal em Paris. Será que as pessoas desviam ou não o guarda-chuva? Eu me molho um pouco para a madame passar, não tem problema. Mas e se for madame com madame? Provavelmente impera a arrogância francesa. Porque essa fama tem que vir de algum lugar.
Já na Inglaterra é o cavalheirismo que emperra tudo. Porque é um querendo que o outro passe primeiro. E como o que aceita primeiro parece ser menos cavalheiro que o outro, ninguém anda. Se bem que com o céu cinza quase o ano todo, eles devem esquecer um pouco disso de vez em quando. Deve ser por isso que nem todo mundo lá é sir.
Infelizmente eu não moro no velho continente. O que também não me livraria de me machucarem com o guarda-chuva. Talvez a Constanza Pascolato devesse escrever um capítulo sobre guarda-chuvas no seu próximo livro. Ótima solução. Enquanto isso não acontece, o jeito é rezar para não encontrar nenhum guarda-chuva vindo em sua direção. Ou para que São Pedro colabore.

16.11.04

Cheguei a conclusão que documentários são reportagens investigativas...Se não fosse a trilha legal, as entrevistas longas e a geração de caracteres bacaninha podiam passar no Jornal nacional.
E é o estilo cinematográfico menos tido como arte no Brasil. Eu acho o contrário. Eles são quase reportagens mas não são. É como olhar o abismo bem de pertinho.

Para ver:
Motoboys- Vida Louca
Balseros

9.11.04

Juro que é o último post sobre eleições americanas...
Sorry Everybody

8.11.04

Brilho eterno de uma mente sem lembranças é bom. Mas nada de excepcional. A idéia de fazer filmes sobre memórias é interessante, mas já tem um monte no mercado, até eu fiz o meu. A atuação é boa, a Kate detonou. Mas duas coisas de destaque são:
1) o diálogo da cena do metrô, logo no começo, quando os personagens principais se conhecem. Sensacional. Queria ter escrito aquilo, mto bom.
2) o uso do foco. Mó quesito técnico,mas fundamental...mto interessante o jeito que ele usa o foco para contar a história. Inclui-se também o uso das lentes,claro.

3.11.04

No fim é tudo sobre as pessoas


Confundiram-me com um andarilho. Disseram que para andar assim era errante. Pelo contrário. Sozinho, não vou a lugar algum. Perguntaram-me então de onde vinha tal contradição. Disse-lhes apenas que só as pessoas são o propósito de uma caminhada. Mesmo longe.

27.10.04

Agora é todo mundo contra o Bush...

25.10.04

LUCIDEZ

A tarde iluminava bem a varanda, o sol do campo não encontrava obstáculos para varrer o verde e brilhar a madeira. Só aquele senhor sentado a olhar as flores. Um olhar triste, meio abatido se juntava com as rugas que ganhara durante a vida.
Uma margarida soltou uma pétala. Hesitou, quis se levantar, a coluna doía, juntou forças e saiu da cadeira. O vento forte balançava seu cabelo. Pegou a pétala. Lembrou dela. Três décadas.
A textura da pétala lembrava sua face jovem. Delicada. Parou uns instantes. Fechou os olhos. O que será que ela pensava dele? Havia cometido tantos erros nesses trinta anos. Faltou com carinho. Vamos amanhã? Quem sabe amanhã? Trabalhou demais.
Não, agora não, não vou pensar nisso agora. Que importância? Um dia saí mais cedo. Tudo que pensar não vai me tirar essa sensação. Foi uma constante? E os três filhos? Ela sempre os quis.
Abriu os olhos. Não conseguia medir as coisas. As lembranças nunca foram parcas. Levantou-se. Voltou novamente a sentar na cadeira de balanço. O sorriso era uma coisa que não lhe vinha à face.
Era um homem pacato. Vencido pelo câncer de pulmão, a escoliose crônica, e várias doenças hepáticas. Embora isso não o incomodasse. Sabia que um dia isso viria a acontecer, nunca cuidou da saúde: fumou, bebeu em demasia. Aos noventa e três anos ainda era lúcido e lembrava de cada dia de sua vida.
A cadeira não trazia paz `a sua mente. Tudo que podia ter sido na vida, e foi. Será que tinha aproveitado de tudo? O sol já se ia e uma nuvem negra lá no horizonte se aproximava. Lembrou de quando batera no filho. Lástimas. O que será que teria acontecido se não tivesse esbofeteado a cara dele quando o menino quebrou um vaso chinês da mãe? Teria sido um menino melhor, sem rancor? Se envolveria com a desobediência e a desordem? Imaginar outros caminhos era difícil.
O tom laranja de despedida do sol aliviava a face queimada pela tarde quente e abafada. Tornou a fechar os olhos. Ponderou. Já não sabia mais para quê fazia aquilo. Mesmo assim remoia cada ação de sua vida. Cada detalhe, cada pensamento. A nuvem se aproximou um pouco mais.
A porta enferrujada fazia um barulho desagradável. Não quis se levantar para consertar. Abriu os olhos e avistou ao longe o lago que presenciou grande parte de sua vida. Não tinha mais razão para pensar. Foi porque foi assim. Não fizera nada de errado. Apenas viveu. As decisões que tomou, já não importam se acertadas ou não, eram dele. E isso o tornou ele mesmo. Outros rumos, acariciado o filho tivesse, amado a mulher. Não era para ser assim. Viveu.
A nuvem chegou. Uma chuva fina molhou a casa. Sentado, parou de respirar.
Fui conferir MINHA MÃE GOSTA DE MULHERES. Bom filme. A verdade é que o filme não tem nada de mais, a direção é boa, a fotografia não compromete, o figurino é mto bom e a história é engraçada. Mas nada que o faça ser considerado um filme de arte, como a maioria das pessoas rotulam os filmes europeus. É, entretenimento não se faz só nos EUA.

22.10.04

Clica aí. Não tem texto para ler mesmo...
Releituras

15.10.04

Depois de alguns problemas com os textos que iriam ser postados, o Coluna volta com força total.

O Amor Acaba.

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Paulo Mendes Campos

13.10.04

Fui ver Farenheit. Sim, atrasadissimo. Mas tudo bem. Apesar do Moore não explicar direito ou esconder algumas informações do filme, como na hora em que ele fala da coalizão e esquece de citar a Inglaterra e a Itália, o filme é praticamente impecavel. Melhor parte é qdo ele mostra em 2000 o Bush falando q o Iraque nao tem armas nucleares e depois em 2003 falando q ele as tem. Será que é só a gente que não tem memória?